16.10.09

Desporto


Discriminação das Mulheres no Desporto

A mulher no desporto de competição sofreu um processo de discriminação, que dificultou a sua participação nas mais diversas modalidades.
Temos assim, que ser mulher no meio desportivo tem sido viver à sombra de questões psicossociais e culturais, advindas da dominação masculina, apesar de se estar a alterar nestes tempos, porém, trazendo consequências práticas no quotidiano das atletas.
É facto, portanto, que as “mulheres-atletas” não recebem o mesmo tratamento que os seus colegas, junto dos “mídia”, pois criou-se um padrão em que as conquistas masculinas são mais valorizadas do que as femininas pela televisão, jornais e os meios de comunicação como um todo. Mas não podemos esquecer que a mídia, muitas vezes, utiliza as atletas femininas através de matérias com apelo sexual ou estético, em vez de priorizar as questões de performance.
Dessas mesmas diferenças aos mais variados níveis, era o facto de as mulheres terem mais resistência fisica, isto claro em atletas de topo, e isso ficou provado numa das provas de natação mais duras do mundo, que consiste em nadar à volta da ilha de Manhattan, onde a resistência é fundamental, pois trata-se de estar dentro de água bastante fria durante 8 ou 9 horas. A primeira classificada foi uma mulher e deixou o segundo classificado, um homem, a qualquer coisa como 20 ou 30 minutos de distância. Esta senhora já tinha feito a travessia do canal da mancha, com o seu irmão, e por simplesmente o irmão não chegou ao fim, mas ela sim.
Temos, em definitivo, de entender que a mulher dos nossos dias já se libertou de muitos estigmas e tabus que a inferiorizavam, pelo que a sua participação na vida pública, nas comunidades, deva ser igual à dos homens, sem haver necessidade de leis que o imponham. Com efeito, a mulher de hoje está onde o homem está, no mundo académico, na magistratura, na advocacia, na medicina, no ensino, na investigação, na cultura, na ciência, nas artes, no desporto e também na vida política.
Não nos devemos contentar em ficar-mo-nos por um “Dia Internacional” mas sim continuar a lutar por um espaço libertador. A mídia de massas não fez as mudanças que deveria, porém, continua atada a estereótipos. Não vêem a mulher a não ser com papéis muito específicos, como de vítima ou de malvada.
Mulheres com níveis naturais elevados de androgénios têm uma vantagem. É uma vantagem injusta?
Alguns homens têm naturalmente níveis mais altos de androgénios que outros. É isto injusto? Então onde traçar a linha entre homens e mulheres?
Eu não sei. O facto é que o sexo é uma confusão.
Que medidas estão a ser tomadas para assegurar a igualdade de acesso de mulheres à prática desportiva a todos os níveis e em todas as etapas da vida, independentemente do meio social?

Um exemplo: Se um atleta provar que é diabético e precisa de insulina, que é uma substância proibida no desporto, a IAAF aprova o uso. Do mesmo modo, uma atleta com o gene SRY tem uma condição médica. Tem direito ao tratamento, mais do que direito, neste tipo de casos está-se perante uma obrigação de tratamento, para poder continuar a competir.
Façamos valer os nossos direitos, de forma séria e assumida e lutemos por eles, pois é lógico que numa sociedade moderna e desenvolvida, que esse tipo de comportamentos não podem ter lugar.
Mas acho que se está a melhorar, também cada vez somos mais, há mais material, há mulheres a competir e obtêr excelentes classificações na tabela geral, por isso, pode ser que as coisas melhorem...
Lumenamena

14.10.09

PREMIAÇÃO DE BLOGS

BLOG INSTIGANTE - Selo de Reconhecimento


Esta premiação foi criada pelos blogs Osho-br e Koyanisqatsi.

O selo de reconhecimento Blog Instigante premia os blogs que, além da assiduidade das postagens e do esmero com que são feitos, provoca-nos a necessidade de reflectir, questionar, aprender e – sobretudo – que instigam almas e mentes à procura de conhecimento e sabedoria.

Escolhi abaixo os 8 mais instigantes, de acordo com meu modo de ver e sentir.
São eles:

Pyr-Hermetica

Macrocosmos

A Flor do Sul

Espaço das Artes

Pensamento... Ideais

Edson Carmo

Via da Libertação

O Observador da Revolução

Os blogs agraciados escolherão – cada um – 8 blogs com as características acima descritas e deverão copiar a imagem do selo e o texto acima, adicionando-a ao espaço que convier.

Agradeço aos blogs Osho-br e Koyanisqatsi, premiarem o blog Amoralya, com o distinto Selo de Reconhecimento.

Grata a todos,
Lumena

12.10.09

Onda Divina


A religião é tão antiga como o ser humano e envolve o que nós temos de mais emocional, mas ainda não tem uma explicação concreta.

Se é complicado definir o que significa o cristrianismo, definir religião é ainda mais complicado. Talvez muitos estejam de acordo com esta definição de dicionário: "Culto prestado à divindade através de um conjunto de dogmas, preceitos, práticas e rituais pelos quais se manifesta essa crença." Porém, à partida, o budismo, o jainismo, o taoísmo, o confucionismo e algumas formas de hinduísmo, onde não existe uma divindade personalizada, mas uma realidade impessoal. Foram muitas as tentativas para encontrar uma definição válida e aceitável, mas não tiveram grande êxito.
Tantos fracassos levaram alguns especialistas a considerar que o conceito de religião constitui uma criação académica. Outros, interrogam-se se será realmente preciso que tenha limites precisos, incluindo no campo do religioso o marxismo, o nacionalismo (que possui o conceito sagrado de pátria), a psicoterapia, os desportos (extremamente ritualizados), os centros comerciais (locais de devoção da sociedade consumista), ou a bolsa de valores.
A existência do mal, de modo geral, faz-nos reflectir, preocupam-nos mais as calamidades particulares. Um exemplo: Um dia, o telhado de uma casa, desabou sobre uma pessoa e a população da povoação, relacionaram rapidamente o incidente com um caso de bruxaria. O que estava em causa eram as térmites que tinham sido as verdadeiras responsáveis, ao devorar a madeira da cabana de adobe. Um dos habitantes disse que já sabia disso, mas que gostaria de ver explicado era o motivo pelo qual o telhado desabara no preciso momento em que o pobre homem estava sentado lá dentro, e não um pouco antes ou um minuto depois. A fé poderá mover montanhas, mas resiste muito pouco às desgraças pessoais.
Claro que todas as religiões que prometem a salvação das almas aos seus fiéis têm de garantir, primeiro, a imortalidade, apesar de nós, seres humanos, não sejamos imortais. Então, para que serve Deus?
O crente tem de ter fé: É possível haver religião sem ela?
A maior parte das pessoas não está interessada em saber o que nos fez seguir uma doutrina religiosa. Herdamos, simplesmente, as nossa crenças, frequentemente contraditórias, de pais, familiares e amigos. Precisamos de crêr e não sabemos por que motivo. A única coisa certa é que não podemos, ou não queremos, explicar o "salto da fé". É tão difícil de entender como, para a Ciência, compreender a essência de um fotão.
Lumenamena

6.10.09

Para Que Serve a Ambição?


Determinação, confiança e vontade de vencer.

Será a ambição um produto da cultura, ou estará apenas no ADN de alguns?
Donde virá a determinação que conduz ao êxito?
O que incentiva o desejo de chegar o mais alto possível no âmbito profissional?
Por que razão algumas pessoas persistem sempre e continuam a ultrapassar limites, embora já tenham praticamente alcançado o topo?
Será o prestígio social um dos estímulos que alimentam esse sentimento?
Terá a competição a ver com a herança genética de cada pessoa?

A verdade é que nem todos manifestam o mesmo espírito de concorrência. Alguns consideram que se trata de um desejo legítimo de progressão. Para outros, não passa de um sentimento pouco saudável e que deveria ser refreado.
A origem poderá residir numa infância traumática. Alguns especialistas sugerem que as causas poderão ser genéticas ou culturais; outros acreditam que os factores determinantes são os psicólogos, familiares e sócio-económicos. Poderá um trauma infantil desencadear, de forma inconsciente, a ambição. Outros especialistas acreditam que a ambição está vinculada à noção do "eu", um desejo intenso e profundo que exerce pressão sobre o indivíduo para que tenha êxito. Parece evidente que tanto os factores mentais como familiares são importantes na configuração do carácter de uma criança ambiciosa.
Parece lógico também pensar que a preocupação com o êxito tem raízes no processo evolutivo das espécies. Muitos animais estabelecem hierarquias mal nascem. As crias dos lobos já se dividem em duas categorias, designadas por "alfa" (superiores) e "beta" (inferiores). Os alfa ocupam sempre os melhores lugares para mamar; a posição dominante leva a que se tornem mais fortes e irá conduzi-los à liderança. Os beta, pelo contrário, quase não têm crias e morrem antes dos alfa.
Se aceitarmos que a ambição é produto da evolução, compreenderemos por que motivo existem pessoas que nascem com a ideia de conquistar o mundo, e outras que deixam simplesmente passar as oportunidades. Por vezes, no entanto,essa determinação não é de origem psicológica mas social, pois ser ambicioso poderá ser, consoante o ambiente cultural ou religioso em que se cresce.
Por exemplo, segundo a lei do Dharma, os hindus não devem procurar melhorar a sua condição social ou económicas, mas viver de acordo com o destino, submetendo-se à ordem universal.
Há uma frase de Cristo que define a posição do catolicismo em relação à ambição: "Bem-aventurados os últimos, pois serão os primeiros". Assim, a Igreja católica diz aos fiéis que não devem alimentar o desejo de acumular bens materiais.
A ambição não é necessariamente algo de mau, pois, de facto, corresponde muitas vezes a um louvável desejo de prosperar ou o anseio de querer melhorar de nível de vida. O lado negativo, verifica-se quando se reduz a própria existência destinada a alcançar, a qualquer preço o poder, a fama ou a riqueza.
Lumenamena

28.9.09

Um Impulso Irresistível



Ser um pouco impulsivo não faz mal a quem pretende ter êxito na vida. Mas há uma impulsividade patológica que pode levar-nos ao inferno.

Sou muito impaciente, gosto de actividades, em que o risco é palpável, não suporto o tédio e, para não cair nas suas malhas, procuro insistentemente sensações novas e excitantes. Além disso, tenho uma mente inquieta que me induz a tomar decisões rápidas, pouco pensadas e sem pesar as consequências para mim e para os que me rodeiam. Procuro que as minhas acções tenham sempre uma recompensa imediata. Não me considero uma pessoa perseverante, tenho mudanças de humor e, frequentemente reajo com agressividade.

Se o leitor se vê reflectido nesta descrição, é seguramente uma pessoa com carácter ou com um estilo de vida impulsivo.
Normalmente a impulsividade tende a ser considerada uma característica negativa e, esquecemo-nos que ela desempenha um papel importante no comportamento normal das pessoas.
O homem é impulsivo por natureza, de certa forma, tem a impulsividade impressa na sua herança genética. Na actual sociedade competitiva, estes valores estão mais vigentes do que nunca. A imagem do executivo agressivo, capaz de tomar decisões com rapidez, constitui uma garantia de êxito, sempre que essa conduta represente opções vantajosas para o negócio. E as pessoas que se deixam levar com habilidade pelos seus impulsos e intuições, aparentemente de modo irreflectido, são admiradas socialmente. A impaciência, o gosto pelo risco, a preferência por recompensas imediatas, a diminuição da capacidade de análise das consequências de uma acção, a procura de prazer e a agressividade traçam o perfil do comportamento impulsivo.
O aumento dos comportamentos impulsivos na sociedade ocidental tornou-se um dos problemas sociais mais alarmantes, já que surgem associados a condutas violentas ou anti-sociais. As pessoas afectadas pelas perturbações puras da impulsividade, manifestam episódios sucessivos de agressividade verbal e física desproporcional aos acontecimentos que os desencadearam.

Sendo assim, porque será que perdemos o domínio sobre os nossos actos e pensamentos?
Que papel desempenha o cérebro?
O impulsivo nasce ou faz-se?
Lumenamena

18.9.09

Sexo Tântrico



Nascido na Índia Medieval, o Tantrismo é praticado a partir do século IV, é um ensinamento que tem vindo a ser passado de geração em geração. O Tantrismo é uma arte, uma filosofia de vida, que não pode ser adoptada de um momento para o outro e, depois, porque o sexo tântrico não é tão simples como se possa pensar. Requer tempo, aprendizagem e conhecimentos!
Não se trata apenas da união de dois corpos que se fundem no acto sexual, mas também a fusão entre as duas forças do mundo: o homem e a mulher, num sentido espiritual e sexual. Essas forças (energia), estão em todo o nosso corpo, fluindo por todos os locais energéticos que possuimos. A nuca, os órgãos genitais, a coluna, a testa e o estômago são os centros energéticos do corpo ou, em linguagem mais correcta, os chakras, pontos concentrados de energia.
Não pode haver pressa nenhuma em se chegar ao orgasmo. E quanto mais ele demorar a acontecer, melhor será. Parte-se do princípio de que toda a energia retida, quando libertada, surge sob forma de uma explosão. Na verdade o casal parece perder a noção de tempo enquanto realiza o sexo tântrico. Portanto, se os dois têm compromissos, têm hora marcada para outras coisas, então é melhor deixar a prática para uma ocasião mais apropriada.
Em média, uma relação sexual dura em torno de 15 minutos, no sexo tântrico ela dura no mínimo duas horas. Caso haja ejaculação em menos de uma hora, acaba por se considerar ejaculação precoce.
O sexo tântrico inicia-se com troca de palavras afectuosas, trocas de carinho e de contemplação simultânea de ambas as partes. Não existe egoísmo, não existem atitudes agressivas e violentas.
Os Níveis da Relação Sexual
O primeiro nível - a mente
Quando uma pessoa deseja outra e visualiza um acto de amor com ela, já começa a desencadear forças que têm valor tântrico. Como tudo o que ocorre no plano objectivo é uma cristalização do que foi anteriormente plasmado no plano subjectivo, o facto de se mentalizar uma aproximação com alguém, tenderá a tornar esse desejo uma realidade.
Não obstante essa prática contribuir para a realização do que foi visualizado, jamais poderá actuar contra a vontade de quem quer que seja. Se a sua mentalização encontra um campo favorável, ou até mesmo neutro, realizar-se-á.
O segundo nível - o olhar
O olhar tem um poder extraordinário de estabelecer ligação profunda entre as pessoas, de gerar amor e de desencadear excitação sexual. É um recurso que, em público, em menos de um segundo, sem que ninguém em torno perceba nada, pode estabelecer vínculos definitivos entre duas pessoas.
Durante um simples beijo ou durante um contacto sexual de último grau, o uso do olhar pode super-dimensionar as sensações, amplificando-as dezenas de vezes. As pessoas que beijam ou fazem amor de olhos fechados estão a perder um upgrade precioso, capaz de lhe abrir canais jamais experimentados de envolvimento e de prazer.
Um iniciado tântrico, que tenha desenvolvido o siddhi do olhar, pode produzir excitação sexual numa pessoa sem tocá-la, sem lhe dirigir a palavra, simplesmente penetrando a pessoa com o olhar. Conhecem-se muitos casos de orgasmo desencadeado sòmente com o efeito olho-no-olho durante algum tempo. Nisso se baseia o exercício tântrico denominado drishti, em que os parceiros não precisam se tocar para produzir eclosões energéticas inimagináveis.
É importante frisar que neste como nos demais níveis, o catalisador é a reciprocidade. Portanto, os efeitos acima só ocorrem quando as duas pessoas manifestam o factor intenção. Sòmente havendo intenção de ambas as partes, o fenômeno tem lugar. Assim sendo, se alguém com o olhar lhe desencadear excitação, nem cogite em acusá-lo de invasão de privacidade, de manipulação mental, ou de hipnose. Nada de hipocrisia! Se mexeu com os seus hormônios, com a sua respiração, com os seus batimentos cardíacos, terá sido por lhe ter proporcionado um catalisador: a sua reciprocidade.
O terceiro nível - a palavra
Falar, olhar ou tocar, podem ser manifestados em modulações que vão desde a assexuada até aquelas que deflagram a chama do desejo, ou que podem inibir e desligar qualquer estímulo.
O tom da voz, o assunto e o vocabulário escolhido podem produzir efeitos incalculáveis. Durante um contacto sexual a palavra é fundamental.
Uma palavra de amor pode detonar instantâneamente o explosivo da sexualidade. Um diálogo picante pode projectar os amantes aos píncaros da excitabilidade. Falar sobre as suas fantasias pode hipervalorizar a sua cumplicidade, e mover os sectores mais subconscientes do casal, onde se localiza a liberação dos instintos.
O quarto nível - o toque
O toque pode ser estimulante ou desestimulante. Pode ser carinhoso ou grosseiro. Pode ser, mais simplesmente, um toque neutro. Quase sempre, as pessoas tocam seus parceiros sexuais de maneira inadequada. Não se detêm em considerar que nesse momento especial estão com o poder de transformar a vida de um outro ser humano e a sua própria, dependendo de como olhem, como modulem a voz, o que digam, como toquem.
O toque é uma arte que precisa de ser desenvolvida, tocar é sagrado. É o momento em que os campos eléctricos do seu corpo se conectam com os de um outro corpo. Ocorrem trocas energéticas que sempre influenciam a saúde, o equilíbrio, a felicidade, o karma.
O Beijar já é fazer amor. Tocar com seus lábios suavemente os lábios de alguém, permitir que suas texturas, temperaturas, perfumes sejam compartilhados e usufruídos, constitui uma oferenda e uma concessão que você proporciona a um número muito limitado de privilegiados.
O quinto nível - o beijo
A mucosa da boca é muito semelhante à mucosa dos órgãos genitais. Os condimentos que excitam a boca excitam a sexualidade. Quase todos os adultos ao se beijarem ficam sexualmente estimulados: homens têm ereção, mulheres ficam húmidas.
Há pessoas que conseguem nos marcar para o resto da vida com apenas um toque nos lábios. Quantas pessoas cativaram para sempre um parceiro ou parceira apenas com um beijo! Já imaginaram ou cometeram uma relação sexual sem beijo? O ser humano é o único animal que copula beijando-se. É uma característica da evolução.
Não é qualquer beijo que produz as mais sublimes sensações. Experimente beijar com mais suavidade. Explore mais os lábios. Pesquise a temperatura do cantinho da boca. Deslize seus lábios sobre os do parceiro ou parceira. Alterne a pressão durante um mesmo beijo. Toque carinhosamente a pontinha da língua no lábio inferior do parceiro. Exerça uma carinhosa sucção. No Tantra Branco, trata-se do parceiro com muito amor, suavidade e carinho. Mas, acima de tudo, sinta profundamente e deixe que seu Shakta ou sua Shaktí perceba o quão profundamente isso é importante. Explore o poder catalisador da reciprocidade.
O sexto nível - carícia corporal
Cada pessoa sente mais prazer em determinadas áreas e com diferentes formas de toque ou de pressão. Informar não significa forçosamente falar. Pode informar com uma respiração mais profunda, um sorriso ou um gemido de prazer cada vez que o outro acertar. Mas se demorar para encontrar a sua forma ideal de carícia, segure-o e conduza com o toque a fim de que entenda o que deseja.
As mulheres geralmente machucam, sem querer, os testículos e a glande do parceiro. Os homens geralmente machucam o clitóris e os mamilos da parceira. Portanto, a regra é a carícia delicada.
Se a mulher gosta de uma erecção gloriosa não deve pressionar a glande, pois isso bombeia o sangue para fora do pênis. Para intensificar a rigidez do órgão masculino um dos recursos mais eficientes consiste em apertar a base do pênis e puxar o sangue para a ponta.
O sétimo nível - o coito
O contacto sexual tântrico não deve ser realizado com pressa. Se não há tempo, deixe para uma ocasião mais apropriada. Não tenha por objectivo o orgasmo e sim o prolongamento do prazer por algumas horas.
Tome um banho antes da sua prática de maithuna, friccionando os chakras, utilizando uma gota de Carezza sobre o swaddhisthana, uma sobre o anáhata e outra sobre o ájña chakra. Quando friccionar este último, tome cuidado para não deixar a essência escorrer para os olhos.
Durante a prática do drishti, inicie a experiência do tacto. Primeiramente, das mãos do parceiro, depois do rosto, cabelos, peito, ventre. Essa etapa preliminar pode durar o tempo que o casal achar por bem. Quanto mais prolongada, melhor.
Quando surgir o impulso natural para a comunhão dos corpos, o par pode escolher qualquer posição sentada ou deitada, desde que a mulher fique por cima. A explicação filosófica dessa preferência é a de que a parceira tântrica representa a Shaktí, a deusa que constitui a energia de Shiva. Ele, o Shákta, adorador da Shaktí, fica por baixo. Na verdade, essa alegoria esconde uma razão de ordem prática: é que a mulher por cima torna-se mais livre e participante. Não é possuída, mas possui. E como comanda os movimentos pode ir buscar um melhor coeficiente de atrito nas zonas em que tiver mais sensibilidade.
Quando terminar esta linda experiência, os parceiros devem praticar meditação frente a frente e, depois, outro banho. Esse exercício aumenta muito a potência sexual do homem e a libido da mulher. Os dois devem estar alertados para saber lidar com isso.
Tomem uma refeição leve, com afrodisíacos, usem óleos aromáticos, e excluam posições nas quais a mulher se possa cansar.
Lumenamena

14.9.09

Lo Yoga della Potenza


Lo Yoga della Potenza (O Ioga da Potência), traduzido em francês, anos mais tarde, Yoga tantrique.
Um dos erros irreparáveis do Ocidente foi provávelmente o de conceptualizar a complexa substância humana sob a forma da antítese alma-corpo, só conseguindo sair dessa antítese, negando a alma. Um outro erro, e que continua a agravar-se, consiste em só conceber um trabalho de aperfeiçoamento ou de libertação interiores em função do desenvolvimento do indivíduo ou da pessoa, e não do apagamento destas duas noções em favor da, de Ser, ou do que vai mais além do que o Ser.
Ao contrário do que se passa com o zen, em que o despertar corresponde a um choque sentido como súbito, se bem que preparado por uma espera mais ou menos longa, o despertar tântrico é progressivo e procede de incessantes disciplinas. Trata-se de atingir um máximo de atenção, ela própria impossível sem um máximo de serenidade: uma superfície agitada não reflecte.
A complexa casuística de causas e efeitos, são de uma tal importância, não só para a vida espiritual mas para a utilização de todas as faculdades, que julgo não haver condição humana que elas não possam melhorar, quer se trate do homem de acção, quer do escritor, quer simplesmente do homem entregue à vida. As pessoas que sabem pouco do tantrismo conhecem-lhe em geral mais o seu lado erótico.
As práticas eróticas do tantrismo não tendem, como as do Tao, a asseguar vigor e longevidade, e não representam também, como as do Kama-Sutra, uma higiene do prazer, elas tendem sobretudo para a sacralização da união carnal, que o Ocidente nunca conheceu nem quis aceitar. Trata-se, por uma série de interditos e libertações sucessivas. A lenta e gradual familiaridade atingida pelos meios do olhar, da voz, do tacto, e finalmente da coabitação física.
Quem tenha ouvido enunciar um mantra sânscrito sabe a que ponto este se espalha sobre a multidão como ondas concêntricas, encerrando, num mistério de som. O mesmo se passava antigamente na igreja com as orações em latim, ou seja, agindo assim: ex opere operato.
O método tântrico é psicológico e não ético: trata-se de captar forças e não de adquirir virtudes.
Há vários níveis, alguns tão discretos que podem ser praticados em qualquer lugar, sem agredir os costumes vigentes.
No próximo artigo, publicarei os vários níveis na prática do sexo tântrico.
(Continua...)
Lumenamena

8.9.09

Macho Ibérico ou Ubersexual?

O mundo muda. O homem também. O novo homem, mais sensível e com um toque feminino, pretende enterrar de vez o machismo.
O homem a (espécie masculina) talvez não corra perigo, mas o modelo mais recalcitrante (o do macho latino) tem, seguramente, os dias contados. Com efeito a perda de poder permitiu a muitos homens heterossexuais (os homossexuais travam outras guerras), libertar-se da pesada carga machista que os obrigava, há séculos, a assumir as máscaras supostamente características da identidade masculina, como aparentar segurança, ocultar os sentimentos ou fingir desinteresse por coisas "femininas" como a moda.
A verdade é que hoje a virilidade está em plena mutação. Já não existe uma masculinidade hegemónica ou homogénea, mas muitas versões. Esses novos seres, que, embora sexualmente atraídos pelas mulheres e adeptos de futebol, querem usufruir da paternidade, partilhar as tarefas domésticas, tratar da pele ou mesmo ir voluntáriamente às compras, sem serem apelidados de "maricas". Assim, do universo metrossexual passámos para a era dos ubersexuais: um novo tipo de homem, simultâneamente sensível e viril.
Claro que nem tudo é côr-de-rosa. O machismo é ainda ostensivo e prevalece em muitos aspectos da sociedade, mas a verdade é que os homens estão a mudar, não tanto como as mulheres desejariam mas, sem dúvida, muito se os compararmos com os de há duas gerações.

Dez características da nova virilidade:

1 - 90% dos homens acompanham de perto a gravidez das mulheres e assistem às ecografias e ao parto. Além disso, 57% tratam dos filhos. Já não há forma única de ser pai, pois existe uma diversidades criadas (famílias com filhos de anteriores relações, a figura do padrasto, a paternidade dos homossexuais...). Ser pai representa, actualmente, uma escolha, um compromisso.
2 - Muitos já conseguem falar de si próprios, tal como as mulheres sempre fizeram. Há muitas masculinidades distintas; o modelo mediterrânico vive numa sociedade, em que o suporte económico é o homem. Muitos ainda pretendem manter a ilusão de que a "arena pública" lhes pertence. Em muitos homens, verifica-se um desfasamento entre a forma como aprendem a pensar em si mesmos e a mostrar-se aos outros e o modo como, realmente, se sentem por dentro.
3 - O mercado da cosmética masculina e da cirurgia estética duplicou nos últimos cinco anos, já representam um quarto do mercado.
Estamos como já referi, na era dos ubersexuais, termo que deriva do alemão uber, que sgnifica "sobre" ou "por cima". Não se aplica a um indivíduo com muita prática sexual. Dito de outra forma, um ubersexual seria um metrossexual, que embora se preocupe com o aspecto físico, não teme mostrar características "viris", como confiança, força e elegância.
4 - Quanto mais jovens forem os homens, mais pretendem dispôr de tempo livre para se dedicarem a si próprios. Alguns chegam mesmo a subalternizar a carreira profissinal em função desse critério.
5 - Cinco em cada dez mulheres que trabalham fora de casa e vivem com um parceiro continuam a fazer tudo sozinhas. Apenas um em cada dez homens cuida sozinho da casa, e três em cada dez partilham o trabalho com a mulher.
6 - A maior parte dos homens adora as compras "extravagantes" e deixa-se seduzir pelas prateleiras dos vinhos, conservas e delicatessen com maior facilidade do que as mulheres. obrigadas a ser mais práticas, pois continuam maioritáriamente responsáveis pelo governo da casa e pela economia familiar.
7 - São cada vez mais os que sabem cozinhar: um quinto fá-lo, a maioria proveniente da classe média-alta e dos meios urbanos. Além disso o interesse masculino pela culinária é fundamentalmente de carácter festivo e reduz-se aos fins-de-semana.
8 - Embora, por um lado, o consumo de pornografia e cibersexo, entre os homens tenha crescido, também aumentou o respeito que muitos sentem pelas companheiras, sobretudo por parte dos mais jovens, educados num ambiente de maior liberdade. O velho esquema hipócrita de uma vida "dupla", com a mulher e mãe dos filhos de um lado e as amantes do outro, não condiz com os ubersexuais.
9 - Dois terços dos homens e quatro em cada cinco mulheres acham que os homossexuais têm o direito de casar. Porém, a cultura gay libertou emocionalmente muitos heterossexuais e ajudou-os a entender-se a si próprios e a exprimir-se.
10 - O ubersexual interessa-se pela poesia, jazz, viagens, yoga e espiritualidade, entre outras manifestações culturais.
Lumenamena

30.8.09

Flores Exóticas


Lumenamena

10.8.09

Férias

Este blog está de férias, e regressa em Setembro.
Lumenamena