14.12.09

Jesus Cristo


O Amor Eterno

Se reflectirmos sobre a mensagem de Cristo, podemos chegar a diversas conclusões, essencialmente a mensagem de Jesus é catalisadora, a forma como é alcançada é fundamental para que possamos analisar interiormente as nossas potencialidades. A mensagem de Cristo é eterna, basicamente devido à sua simplicidade, simplicidade essa, que faz com que seja difícil a compreensão da sua mensagem. Mas afinal, qual a mensagem de Cristo? O amor, da sua maneira mais simples, da sua forma mais pura, essa mensagem nos fala de um amor Universal, um amor fraternal, sem limites, isto faz com que a sua mensagem, ainda seja de difícil compreensão pela humanidade.
Que amor é esse?
De onde vem o amor?
O amor é a força motriz do Universo, o amor equilibra e alinha o cosmos, o amor é responsável pela vida em todos os aspectos, o amor é a realidade do Ser, é a integralidade do espírito. Simplesmente existimos pelo amor e para o amor, tudo que venha a ser diferente disso, não passa de uma ilusão. O amor como força Universal inesgotável renova-se a cada momento, ele não permanece imóvel, ele se alimenta, se desenvolve, se evolui. Após o contacto com o amor a modificação do Ser é total, ele integra-se novamente no cosmos, sente-se parte do todo. O amor emancipa a alma para a sua totalidade, ele faz de nós os seres que somos, ele abre-nos a verdadeira visão.
O amor pregado por Cristo é o amor Universal, onde amar os inimigos é tão importante quanto amar a si mesmo, onde o próximo não é apenas o próximo, mas sim um todo na essência divina. Somos todos parte do mesmo ser, todos uma célula de um grande organismo, é como o sangue, essencial para que todas as células possam ter a adequada nutrição, assim como o sangue é o alimento da célula, o amor é o alimento da alma.
Lumenamena

10.12.09

O Sentido da Vida


Existência

“É chegada a hora de nos separarmos: eu para morrer, e vós para viver. A minha sorte ou a vossa, qual será a melhor?” Ninguém, a não ser a divindade, saberá responder”.

Estas terão sido as palavras de Sócrates no fim do julgamento a que foi submetido, em Atenas. Todos sabem que Sócrates foi um mártir da filosofia. Foi condenado à morte pelo facto de ter disposto a sua vida com o impulso de despertar os homens da sua terra, obrigando-os a afastarem-se das preocupações corriqueiras, forçando-os a reflectirem-se sobre os problemas mais profundos, relativos ao sentido da vida e à noção de bem.
O problema do sentido da vida é aquele que se põe com a maior naturalidade. Se nos ouvirmos a nós mesmos, se auscultarmos as nossas próprias inquietações, na sua maior profundidade, veremos que o que se passa é que colocamos espontaneamente a questão da significação da existência. De onde vimos? Quem somos? Para onde vamos? E estas questões põem-se naturalmente. Basta que possamos desligar-nos por instantes das preocupações que nos aprisionam à vida prática. O problema que se põe é: conhecer o significado deste facto de nascer, viver e morrer. É sempre assim: nascer, viver e morrer, isto parece-me normal. Mas o nosso pensamento podia exigir que fosse diferente. Mas pensemos bem: podemos imaginar que o homem nascesse velho e morresse criança. Qual a necessidade de nascer criança? Mas o facto é que a realidade é assim. Verifico então um facto da maior importância: a irreversibilidade da vida. Ela parece ter uma direcção. Não podemos mudar esta direcção. E o que tem direcção tem um sentido. E é este sentido, que procuro conhecer. E é pelo facto de existir este sentido, que não posso deixar de colocar o significado da vida. Porque o que encontramos, no mundo dos seres vivos, não é um simples flutuar. Encontramos uma direcção, encontramos uma irreversibilidade, e isto é um desafio à nossa inteligência.
Lumenamena

6.12.09

Bater no Fundo


Sentir Melancolia

O ser humano tem de conviver com a melancolia e a dor, por vezes, sentimentos inevitáveis e necessários. A tristeza é uma boa forma de adaptação, pois contribui para que uma pessoa se cuide contra qualquer perigo grave ou repentino.
Sentir-se triste ou melancólico não é sinal de uma doença mental nem equivale a sofrer de depressão. É apenas quando os sentimentos se prolongam ou se acentuam, que podem começar a ser considerados patológicos.

A melancolia é representada por um rosto apoiado nas mãos, a cabeça pesa, cheia como está de mórbidas fantasias. Os músculos da nuca, que deveriam manter erguida a cabeça, estão sempre tensos, é uma tensão arcaica, a mesma que faz um herbívoro erguer a cabeça, alarmado, quando fareja um carnívoro.

A expressão da face é, naturalmente sombria. Não é exactamente uma face escura, mas escurecida. Uma das características dos melancólicos, é combater a secura. Produzida pela combustão negra no organismo, resultante de um calor anormal, no corpo, o calor da raiva, por exemplo, uma paixão que consome o espírito e acaba por esfriar e secar o corpo. Metaforicamente falando, melancolia é isso, frieza e secura, enquanto a alegria é húmida e quente.

O sanguíneo é forte, musculoso, gosta de companhia, de comida, de bebida. O melancólico é magro, pálido, taciturno, lento, silencioso, desconfiado, invejoso, ciumento, solitário, aliás, a solidão é causa e consequência da melancolia, assim como a inactividade. A melancolia adusta, contudo, pode ter uma fase quente, furiosa, alternada com outra mais típica, que é fria e contida, que se enquadra no conceito de doença bipolar. Alimentos frios e secos dão melancolia, alimentos quentes e húmidos combatem-na.

Melancolia é um distúrbio dos humores, a alma se desliza do corpo. É uma admirável condição da mente.
Lumenamena

4.12.09

Quadra Natalícia


O Consumismo Destrói o Sagrado

A estação do Natal comercializado chegou. Para quase toda a gente, fora os miseráveis, o que faz muitas excepções, é uma paragem quente e clara no inverno cinzento. Para a maioria dos celebrantes de hoje, a grande festa cristã fica limitada a dois grandes ritos: comprar, de maneira mais ou menos compulsiva, objectos úteis ou não, e empanturrar-se a si e às pessoas da sua intimidade, numa mistura indestrinçável de sentimentos em que entram igualmente a vontade de dar prazer, a ostentação e a necessidade de se divertir.
Trata-se de um nascimento, de um nascimento como todos deveriam ser, o de uma criança esperada com amor e respeito, trazendo em si as esperanças do mundo. Trata-se dos pobres, Maria e José procurando tímidamente em Belém uma hospedaria para as suas posses, sempre desprezados em favor de clientes mais ricos e reluzentes e por fim insultados por um patrão que “detesta a pobralhada”.
É a festa dos homens de boa vontade. É a festa da comunidade humana, porque é, ou será dentro de dias, a dos três Reis, cuja lenda quis que um fosse negro, alegoria viva de todas as raças da Terra, levando ao menino a variedade dos seus dons. É a festa da alegria, mas também da dôr, pois que a cada criança hoje adorada será amanhã o Homem das Dores. É enfim, a festa da própria Terra, que nos ícones da Europa de Leste vemos tantas vezes prosternada à entrada da gruta onde o Menino nasceu, a mesma Terra que na sua marcha atravessa neste momento o ponto do solstício de Inverno e nos arrasta a todos para a Primavera. Por esta razão, antes que a Igreja tivesse fixado o nascimento de Cristo nesta data, ela já era, nos tempos antigos, a festa do Sol.
Parece que não é mau lembrar estas coisas, que toda a gente sabe, e que tantos esquecem.

Lumenamena

2.12.09

Meditação Transcendental - 3.ª parte


A Ciência do Ser e a Arte de Viver

(Continuação...)
Imagine que tem na sua mão um bloco cilíndrico. Vendo-o de lado, ele aparecerá como um quadrado; vendo-o do topo, ele aparecerá como um cilindro. Nós somos capazes de integrar estas perspectivas parciais ao objecto, a duas dimensões, num conceito mais compreensivo a três dimensões de um cilindro e não encontramos qualquer conflito entre as suas vistas. Mas se nós não tivéssemos esta estrutura perspectiva mais ampla, e tivéssemos de relacionar tudo num sistema de referência a duas dimensões, teríamos de defrontar-nos com um objecto que se apresentaria por vezes como um quadrado e outras vezes como um círculo. Nesta situação, a única forma de resolver o aparente paradoxo seria a de tentar explicar em termos do outro e, e se isto falhasse, declarar que um ou outro devia ser uma ilusão. Este é o tipo de situação com que a pessoa no estado de vigília se defronta, no que respeita ao absoluto e ao relativo. Não é que o relativo seja uma ilusão, nem que o absoluto seja irreal, ambas são reais, e a única maneira de resolver verdadeiramente o paradoxo é expandir a consciência a tal ponto, que possamos abranger ambos os aspectos simultaneamente. As diferenças são apreciadas no pleno valor da harmonia infinita. É um estado de paz e de realização.
À medida que a pessoa continua do quinto ao sétimo estado, defronta-se com experiências que, de acordo com todas as descrições, são absolutamente notáveis. O mesmo princípio aplica-se a cada etapa de desenvolvimento. Do quarto ao quinto estado de consciência a fôrmula é: “medite e tenha actividade”, regularmente e sem esforço, e continue com o resto da sua vida como habitualmente.
Removendo o mistério do misticismo – O misticismo tem muito pouco a ver com o mistério e vêm ambos da mesma raiz grega muo, que significa fechar os olhos e os lábios e tornar-se silencioso, mas enquanto um “mistério” é uma falta de conhecimento que resulta geralmente do silêncio dos outros, o “misticismo” é uma plenitude de conhecimento causada pelo retirar-se pessoalmente do mundo para um estado de silêncio interior.
Há uma opinião entre alguns psicólogos, de que é possível induzir estados superiores de consciência ao mudar directamente a química do cérebro. Considerando um exemplo específico, o LSD tende a concentrar-se no sistema visual do cérebro. Quando é muito forte, a pessoa pode muito bem ter experiências com descrições semelhantes do sexto estado de consciência, podia-se fácilmente supôr que os dois eram idênticos. Mas, quando ambos os estados são experimentados, torna-se imediatamente claro como eles são tão diferentes.
O que faz a meditação ao cérebro?
Dentro do nosso cérebro temos certas células específicamente elaboradas para criar e estimular o impulso beatífico e místico. Porém, elas só são activadas quando o homem já desenvolveu certas prerrogativas, tais como a pureza de vida e de elevação do pensamento. Também, quando já se nasce com certa evolução, elas podem manifestar-se espontâneamente, e eis a razão porque ocorrem estados místicos inconscientes.
Esta actividade mística do cérebro, que se pode traduzir por uma “doçura”, é estimulada através da Meditação. O espaço que deve haver entre as práticas de Meditação não deve ser muito longo, porque a capacidade cerebral de mantêr em actividade as células que estão impregnadas de “beatitude”, se não houver continuidade, esgota-se. A Meditação é o meio de as mantêr activas e de as recarregar novamente de energias, para ajudar os neurónios a multiplicarem-se e a produzirem novo afluxo de “doçura”. Ou seja, o prazer que sentimos no organismo (alegria interior) é provocado pela capacidade do cérebro transformar certas substâncias químicas, tais como os “açúcares”. Quanto mais “açúcar” (transformação química das células), mais tempo conservamos o bem-estar e a felicidade. Estes “açúcares” nada têm a ver com o açúcar que se ingere normalmente na alimentação, que o nosso organismo tem a capacidade e função de transformar. Este “açúcar”, ou o elemento químico doce, que provoca a “doçura” ou felicidade, é “fabricado” na Meditação.
Este açúcar é uma substância, Melatonina, derivado de um aminoácido fabricado pela glândula pineal. A Meditação impulsiona qualitativamente a glândula pineal, que por sua vez, afecta mais áreas do cérebro, entre as quais as que contêm os neurónios que se recordam de entidades superiores, e que na maior parte dos seres está passiva. Aguardemos que a Ciência venha a descobrir.
Fim
Lumenamena

30.11.09

Meditação Transcendental - 2.ª parte


A Ciência do Ser e a Arte de Viver

(Continuação…)
O estado de consciência transcendental é completamente distinto dos três estados de consciência encontrados, vigília, sonho e sono profundo. Pode-se distribuir estes três estados principais de consciência, apenas por dois parâmetros: (1) se o indivíduo está ou não acordado; e (2) se o indivíduo está ou não consciente de alguma coisa.
Há vários estados “superiores” de consciência que se desenvolvem como resultado do contacto regular com a consciência transcendental. Usarei a palavra “superior” para me referir a estados de consciência em que as percepções normais dos estados de consciência vigília, sonho e sono profundo, foram acrescentadas de uma forma ou de outra. Aos estados não modificados de vigília, sonho e sono profundo, chamarei estados “normais” de consciência. A consciência transcendental, sendo um estado de consciência pura, não é, portanto, nem um estado de consciência normal, nem um estado de consciência superior. Está numa categoria única, apenas sua.
A coisa mais importante a notar no quinto estado de consciência, é que a consciência pura é agora mantida não apenas nos estados mais profundos, mas vinte e quatro horas por dia, até no sono mais profundo. O pensar abrange agora todos os extractos da actividade mental e, por causa disso, Maharishi chama-o consciência cósmica. É aquele em que o estado transcendental é permanentemente mantido junto com a vigília, o sonho e o sono profundo.
Para cada estado de consciência há um estado correspondente de actividade física no corpo, e que é apenas ao produzir-se uma mudança profunda e duradoira na consciência. Uma das premissas é de que estamos apenas conscientes dos níveis superficiais da actividade mental. O que nos impede de estar conscientes dos níveis mais subtis do pensamento e do próprio campo da consciência pura, é a existência de stress no sistema nervoso. O quinto estado de consciência é apenas alcançado quando todo o stress acumulado foi dissolvido. Para isso, todo o organismo, deve ser “exercitado”, de modo que se possa ajustar ao seu estilo de funcionamento. A actividade permite ao corpo recuperar-se do enfraquecimento provocado pelo stress e voltar ao normal. Maharishi compara isto à diferença entre desenhar um traço numa pedra e desenhar um traço na água. O traço desenhado na pedra deixa um risco permanente à superfície que apenas com dificuldade é removido; o traço desenhado na água é o mesmo traço, mas não deixa nenhum vestígio permanente. Na consciência cósmica, uma experiência é como um traço na água; a experiência é percebida, mas o sistema nervoso já não fica “riscado” por ela. É um estado de completa serenidade em face a toda a adversidade, onde nada pode obscurecer a experiência de percepção pura. Um exemplo da consciência cósmica:
“A habilidade de estar no meio de Manhattan e mantêr ainda a experiência do Eu”.
O importante é que, seja o que fôr que estejamos a fazer, devemos estar completamente envolvidos nessa experiência cósmica, e não tentando mantêr um sentimento de separação. Só desta forma começaremos a infundir os efeitos da meditação na nossa vida do dia-a-dia. É por esta razão, que este estado é muitas vezes conhecido como um estado de permanente Auto-realização (literalmente a compreensão do Eu).
No sexto estado de consciência, a percepção dos objectos é refinada até ao ponto em que estamos conscientes dos níveis mais finos da existência, como um microscópio, é um nível de luz pura, um estado de consciência cósmica glorificada.
Santo Agostinho observou que:
“Não era a luz habitual que toda a matéria pode ver, nem era mais intensa, ainda que da mesma espécie, como a luz do dia fosse crescer em brilho cada vez maior e inundasse todo o espaço. Não era como isto, mas diferente; totalmente diferente de todas estas coisas.”
No sétimo estado de consciência, chama-se o estado de “consciência de unidade”, ou a maior parte das vezes “Unidade”. As janelas da percepção tornam-se refinadas, e tudo tanto dentro como fora, é agora apreciado em termos do Eu puro.

O Mestre Eckhart estava nítidamente a descrever este estado quando escreveu:
“Tudo o que o homem tem aqui extremamente, em multiplicidade, é intrínsecamente Um. Aqui, todos os pedaços de erva, madeira e pedra, tudo é Um. Esta é a mais profunda das profundidades, e por isso estou completamente fascinado.”
(Continua…)
lumenamena

28.11.09

Meditação Transcendental – 1.ª parte


A Ciência do Ser e a Arte de Viver

Para os ocidentais, meditar significa reflectir, a respeito de alguma coisa. No Oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo.
Maharishi Mahesh Yogi, um mestre indiano, diz que a meditação pode ser fácil, não exige esforço nem controlo, qualquer pessoa pode meditar, fosse qual fosse o seu temperamento ou estilo de vida. Lançou o programa MT-Sidhi, que visa o aprofundamento dos estados superiores de consciência produzidos pela Meditação Transcendental. Baseia-se num conjunto de técnicas descritas nos Yoga Sutra de Patanjali, e cuja prática supostamente produz poderes psíquicos como clarividência, visões do microcosmo e do macrocosmo, viagens interiores a mundos sobrenaturais e vôo ióguico. Maharishi defende que a prática do vôo ióguico produz níveis de coerência cerebral de tal magnitude que se fôr efectuada em grupo cria um efeito benéfico de apaziguamento e de redução dos níveis de violência no meio circundante - o chamado Efeito Maharishi.
Falarei nesta 1.ª parte sobre a técnica de Meditação Transcendental (ou técnica de MT). Experimentam-se níveis de pensamento cada vez mais calmos, até que chega a um estado de completa quietude mental. À medida que a mente se acalma, o corpo faz o mesmo, tornando-se mais descontraído que durante o sono. Contudo, a pessoa não vai dormir, permanece plenamente consciente e está normalmente atenta a tudo o que acontece à sua volta. Não é um estado de inconsciência ou transe hipnótico, é simplesmente um estado de quietude mental e física, acompanhado de total alerta interior. Esta técnica leva apenas cerca de 20 minutos, duas vezes ao dia, uma vez de manhã e outra ao cair da noite. Uma pessoa apenas se senta confortávelmente, fecha os olhos, e começa a prática mental. Outra questão é como relaxar. Nem sempre é tão simples como se julga. É muito fácil elevar a pressão sanguínea. Basta pensar numa experiência assustadora e isso acontecerá imediatamente. Mas não pode baixá-la tão rápidamente por apenas pensar numa experiência calmante. É aqui que a técnica de MT é tão benéfica. Em primeiro lugar, todo o processo ocorre de um modo completamente automático. E, em segundo lugar, a prática é integrada numa rotina normal diária, à qual, vai neutralizar o “stress” e tensões à medida que surgem.
Um pensamento, começa a partir do mais profundo nível da consciência e eleva-se através da total profundidade da mente, até que finalmente aparece como um pensamento consciente à superfície. Ele ilustra isto com uma analogia de uma bolha de ar a elevar-se num pequeno lago. Se o lago está escuro, então tudo o que vemos é a bolha de ar a rebentar à superfície. Nós não a vemos a iniciar-se a partir do fundo do lago e a viajar para cima, ao encontro da superfície. Analogamente, devido às nossas mentes estarem entorpecidas, o nascimento ou desenvolvimento de um pensamento na mente está escondido na nossa “vista”. Deste modo, verifica-se que cada pensamento estimula toda a extensão da profundidade da consciência. Esta imagem de um pensamento a nascer na mente, é evidentemente, apenas um modelo e não deve ser tomada demasiado à letra. Ela é, apesar de tudo, um modelo instrutivo e útil.
Os sons que são usados na técnica de MT são chamados mantras e são tirados da antiga tradição védica, da Índia, que sempre reconheceu a relação íntima entre som e forma. Os efeitos a longo prazo destes sons são tão importantes como os seus efeitos dentro da meditação. Deve ser um pensamento sem significado para não prender a atenção aos níveis superficiais do acto de pensar. Devem ser mantidos em silêncio.
É importante saber que nem o corpo, nem o cérebro estão privados de oxigénio durante a técnica de MT. O oxigénio disponível no sangue permanece no seu nível normal, simplesmente as necessidades do corpo são reduzidas. As pessoas que praticam a técnica de MT têm dito muitas vezes que durante os estados de meditação mais profundos a sua respiração desaparece por completo. Com a redução na respiração, há uma diminuição do ritmo cardíaco de cerca de 5 batidas por minuto (dez batidas por minuto durante a consciência transcendental). A inteligência com a técnica da MT, resulta num aumento tanto da velocidade como da capacidade do processamento de informação no cérebro, mudanças que podemos supôr conduzirem a um aumento de inteligência. Na criatividade, a meditação leva a atenção a níveis mais profundos da mente do que os normalmente atingidos durante o sonho. Ao acabar uma sessão de MT, a pessoa muitas vezes descobre a solução para um problema que tem estado na sua mente há muito tempo.
Esta 1.ª parte é resumida com a frase, “Regue a raiz para apreciar o fruto”. Mas reparem: “… para apreciar o fruto”. Não apenas “… e aprecie o fruto”, o que tornaria a apreciação em algo de efeito secundário.
Lumenamena
(Continua…)

24.11.09

Meditação Observadora


O Silêncio da Mente

Um dia limpei da minha mente todos os pensamentos. Abandonei todo o desejo. Expulsei todas as palavras com que pensava, e repousei na tranquilidade. Senti-me um pouco estranha, como se tivesse sido transportada para dentro de qualquer coisa, ou como se estivesse prestes a tocar algum poder desconhecido para mim… e entrei. Perdi as amarras do meu corpo físico. Estava dentro da minha pele, claro, mas sentia-me como se estivesse no centro do cosmos. Falei, mas as minhas palavras tinham perdido o seu significado. Vi pessoas a caminharem em direcção a mim, mas todas eram a mesma pessoa. Todas eram eu própria!

Num lugar sossegado onde ninguém o perturbe, observe simplesmente os seus sentimentos, impulsos, sensações e pensamentos. Não se preocupe com o facto de os seus pensamentos virem e irem. O seu compromisso é observá-los simplesmente. Se as emoções surgirem, deixe que passem ou flutuem. Também elas se movem com a corrente da sua consciência. Caso se intrometam sons, considere-os como pássaros que voam pelo céu do seu ser mais amplo. Se uma sensação o incomodar, tente deixar que essa sensação termine. Observe os seus sentimentos ou pensamentos, até que sinta um equilíbrio e uma clareza crescentes.
É uma técnica mental que permite qualquer ser humano mergulhar dentro de si mesmo e, experimentar níveis mais subtis da mente, transcender e experimentar o oceano da consciência pura do seu interior, ou seja, a fonte do pensamento. E com a prática regular, esse oceano de consciência pura é avivado.
A frequência da meditação é uma vez pela manhã e outra, à noite. Percebe-se muito mais alegria nas acções diárias, aumenta tanto que fica até difícil descrever em palavras. Através da prática aumentamos a capacidade da nossa consciência, e consequentemente a compreensão aumenta, elimina o stress, melhora a criatividade, a habilidade de resolver problemas e a intuição melhoram. Um dos efeitos da meditação é aquietar a mente, ou pacificar os turbilhões da mente. A meditação cria uma harmonização com os ritmos profundos do Universo, começando pelo interior, ligando as batidas do coração à respiração.
Mantras, são sons usados na técnica da meditação. A primeira condição é que ele deve ser um pensamento sem significado. Este pensamento podia ser obtido a partir de qualquer um dos sentidos. Podia, por exemplo, ser uma imagem visual sem significado. Mas, geralmente, considera-se que o sentido da audição é o mais adequado. São mantidos em silêncio, porque está a ser experimentado em níveis mais tranquilos.

Amar aviva-se a unidade. Acreditem que ao avivá-la tornamos a vida bem melhor. Talvez a iluminação esteja distante, mas quando se caminha em direcção à luz, a cada passo tudo se torna mais claro. Avivar a unidade no mundo trará paz à terra.
Lumenamena

21.11.09

SELO HiStO é HiStÓrIa




Carlos Bayma, http://koyaanisqatsi-cb.blogspot.com/, grata pela lembrança.

Selo HiStO é HiStÓrIa é para aqueles blogs que fazem história de verdade ... é um selo oferecido aquelas pessoas que fazem com amor e carinho aquilo que gostam e que tem uma paixão em conhecer o seu mundo, o mundo do outro, o mundo de hoje e o mundo de ontem.
As regras são:
Deve indicar 5 (cinco) blogs;
Sempre postar o link da origem do selo
http://www.dougnahistoria.blogspot.com/;
Sempre postar o link do blog que te ofereceu o selo;
Continuar sempre fazendo história;

Os escolhidos são:
http://giovannigranada.blogspot.com/
http://osho-br.blogspot.com/
http://edsoncarmo-amor.blogspot.com/

17.11.09

SELO/HOMENAGEM


Recebi esta homenagem do querido amigo Edson Carmo do blog: http://edsoncarmo-amor.blogspot.com/

Funciona assim: Escolho dez amigos para declarar a minha amizade e os nomeio num post.
Em seguida visito os seus blogs e comunico a nomeação.
Cada um deverá nomear mais dez, e assim sucessivamente.
Não há prêmios, apenas a nossa declaração sincera de afecto.
Quer prêmio melhor que esse?
Os meus indicados são: