2.5.09

Inteligência Artificial

Ciência e Tecnologia vs Evolução

Os impactos do desenvolvimento na sociedade actual, pela ciência e pela tecnologia, tornaram-se imprescindíveis no nosso quotidiano, pela nossa maneira de viver, mas também condicionam a nossa maneira de pensar.

Não podemos deixar de reconhecer que a ciência e a tecnologia trouxeram vantagens para toda a humanidade e, as máquinas vêm no futuro substituir o trabalho humano.
A evolução dos computadores deu grande contributo para o domínio do conhecimento, e fazem parte da vida do homem.

As máquinas realizam processos que o homem não consegue realizar, tais como, a montagem de peças muito pequenas, numa fábrica de automóveis. Os robôs na investigação científica e na investigação da medicina.





O homem com a tecnologia cria máquinas tão inteligentes, que serão capazes de um dia o destruir?
Poderão essas máquinas terem sentimentos? Esta questão está mais virada para a filosofia do que para a inteligência artificial!
O robô tem emoção, tem consciência, ou não tem?
Será a inteligência artificial capaz de derrotar a inteligência humana?
Para falar com as máquinas o homem criou interfaces e, como será no futuro um mundo de máquinas cada vez mais inteligentes?
Já existem robôs que possam fazer serviços dentro de casa, de limpeza, de vigilância e, alguns modelos que imitam as duas pernas, dois braços e caminham.Têm sensores e atuadores.
Mudam-se os padrões e técnicas de aprendizagem com o uso da robótica, na aplicação da visão, audição e movimentos.

O homem está acostumado a trabalhar num mundo real. A máquina é feita para trabalhar num mundo virtual.
Dá-se uma viragem numa nova era, em que as máquinas inteligentes são objectos, que realizam pensamentos de modo diferente daqueles que os seres humanos fazem.

No futuro a inteligência artificial será igual,

à inteligência humana?

Lumenamena

19 comentários:

Fausto Sotam disse...

Espero eu que as máquinas não subsistuam o homem totalmente, apesar da intelegência artificial já começa a ser bastante usual, mas há uma questão, se as máquinas foram criadas para facilitar a vida do homem, qualquer dia o homem fica um vegetal, as evoluções têm ajudado bastante nas comunicações, no dia-a-dia de cada um, etc., mas com as máquinas a subsituirem o homem, qualquer dia não haverá emprego, trabalho(futuramente). Para a mim a evolução é boa, mas ao mesmp tempo pôe-nos questões ainda por responder, só o fituro dirá. Abraços.

Diogo Rugeiro disse...

visita o seguinte site: www.ted.com

Hermeticum disse...

Olá lumenamena!
Vou fazer alguns comentários ao teu post para tentar originar uma pequena conversa entre todos nós.
"Poderão essas máquinas terem sentimentos?" A meu ver, esta é uma falsa questão por dois motivos: 1º a mente é nitidamente um passo à frente na evolução, em relação ao sentimento; 2º a emoção é uma manifestação da mente no corpo (organico/biológico?), coisa que os robots não têm.
"O robô tem emoção, tem consciência, ou não tem?" Não têm nem vejo como possam vir a ter. Acredito que os robots possam, sim, ter inteligência.
"Será a inteligência artificial capaz de derrotar a inteligência humana?" Sem duvida, basta juntar à inteligência artificial duas coisas: capacidade de processamento e uma base de dados o mais completa possível. Isto tudo, claro, se a inteligência do Homem não matá-lo primeiro.
"Para falar com as máquinas o homem criou interfaces e, como será no futuro um mundo de máquinas cada vez mais inteligentes?" Actualmente a inteligência (código de programação) artificial já é capaz de ela própria criar código (inteligência).
"O homem com a tecnologia cria máquinas tão inteligentes, que serão capazes de um dia o destruir?" Talvez se não fossemos Humanos chegassemos à conclusão que o que interessava era a evolução da consciência através das espécies.

pink poison disse...

As máquinas, não passam disso mesmo, máquinas e podem estar programadas para ter uma reacção perante "X" situação, o que se assemelha a um sentimento. Mas essa programação foi feita por pessoas que têm sentimentos e os programaram assim. Quanto à destruição, penso que podem destruir escossistemas sociais e económicos.

rogerio franco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lumenamena disse...

Fausto - Impossível mesmo a máquina substituir o homem totalmente. Falo na questão dos sentimentos, onde já entra no campo da consciência.
No que respeita à inteligência, as máquinas irão usufruir.

Abraços!

lumenamena disse...

Rugeiro - Interessantes os sites que me indicas.
Volta sempre!

lumenamena disse...

Rogerio - A coexistência destes seres em relação às emoções, está muito aquém das perspectivas, para a inteligência artificial.
Apesar de já haver uma máquina que demonstra sentimentos, mas por enquanto utilizada para tratamentos médicos e para diversão.
Cientistas britânicos desenvolveram um robô capaz de demonstrar emoções e interagir com o ser humano.
Veremos no que vai dar!

lumenamena disse...

Hermeticum - Concordo com tudo o que dizes.
Imagina o seguinte: O homem, ao mesmo tempo que sonha com todas as suas forças em inventar uma máquina mais forte do que ele mesmo, pode admitir a possibilidade de ser o mestre das suas criaturas!
E a máquina? Como vai lidar com isto? Chamará um dia ao homem "Deus"? :D

Azoth disse...

De quando a quando, vêm pessoas ao mundo com um Dom único, o de guiar e orientar Homens. Bem que nós precisamos dessas pessoas nas nossas vidas, porque cada vez mais andamos mais e mais desorientados.

A uma dessas pessoas que eu tanto devo, C:. G:. e a quem eu dirijo o meu profundo obrigado, dizia quando eu era mais novo – “Quem não Trabuca, não manduca” querendo dizer: Quem não trabalha não manda.
Como se costuma dizer “Entenda quem tiver entendimento”

lumenamena disse...

Azoth, agradecia que tivesse uma colaboração mais esclarecedora sob o seu ponto de vista.

Azoth disse...

Se o Homem não sabe, em si, o que é a Consciência e o que é a Inteligência como é que pode ver o reflexo de algo que desconhece numa criação sua, quando esta é somente matéria alimentada por uma diferença de potencial?
Começando pela Inteligência, ela não é a capacidade de juntar ideias e formular soluções, ou seja, pegar em A adicionar a B e obter C, até os passarinhos constroem estes tipos de operações, com o auxilio do seu cérebro que lhes permitiu um acesso ao campo da memória e assim, quando têm sede, bebem num riacho e lá irão voltar para se saciarem, A+B=C. Esta atitude por parte deles é insuficiente para os classificar como inteligentes por si mesmos, mas sim, podemos classificá-los de racionais, de lógicos isto é, possuírem já uma capacidade autonómica de formularem por si mesmas determinadas operações lógico/mentais. A isso se chama raciocínio.
A Inteligência é bem diferente. Está relacionada com a Mente simbólica, está relacionada com a capacidade que o Homem tem de se ligar com o abstracto e intuir uma solução para o seu problema quando faltam variáveis para a razão debitar um resultado. Esta Inteligência também é a responsável pelo facto de que povos de culturas diferentes, que nunca estiveram em contacto, utilizarem os mesmos símbolos para expressarem as ideias mais elevadas. Estudem-se os trabalhos de Jung, Mircea Eliade ou os campos mórficos de Sheldrake, embora estes ultimos já se situarem no limiar daquilo que o nosso pensamento Aristotélico permite aceitar como lógico.
Se alguém se vê a si próprio como uma máquina um tanto ao quanto mais evoluída, que pegue na teoria de Darwin e procure o seu parafuso ancestral.

On/ Off onde está o interruptor de uma Planta, de um animal de um Homem???? Muito filosófico, mas compreender isto, meditar sobre isto é a porta para podermos compreender que a seguinte igualdade Consciência = Vida

Uma máquina possuir sentimentos???? Um sentimento é um pensamento tingido de desejo. Existe uma graduação de pensamentos desde o mais elevado ao mais inferior. Tal como na evolução física, nos desejos, o homem, ainda não chegou a nenhuma conclusão. Ainda não concluiu se a psique é fruto do cérebro ou o cérebro é fruto da psique, assim não é de todo descabido pensarmos que é melhor não levantarmos hipóteses futuras quando ainda nem resolvemos o problema básico do que é que gera o quê.

Mas partindo da hipótese que tal era possível, qual é o iluminado do MIT que nos diz qual é a equação, por exemplo, de um dos desejos mais simples que é o instinto de sobrevivência? Para não dificultar a coisa, retirando desta equação o facto de alguém centrado nos seus desejos alheia-se totalmente da razão ou seja do processo lógico/mental do A+B=C??? Talvez se tenha de inventar outro material para além do silício, ou então, já que não conseguimos, que se funda o homem e máquina, pode ser que assim se construam pequenos robots a baixos custos se alimentem, cresçam para grandes máquinas para assim poderem fazer tudo. Seguindo este rumo, ou se criam humanos sem alma ou se criam caixas de parafusos astutas, mas não inteligentes.

Deixando os génios do MIT em paz, peçamos aos de Haward que nos criem a rotina para que a nossa caixa sinta coragem, altruísmo etc.. que tenha fé ou que acredite numa dimensão transcendental. Que se apressem porque o mundo os necessita, visto que isto está de pernas para o ar.

Talvez seja mais fácil cultivar em nós tais atributos que velos numa máquina. Em nós temos algo que a matéria sujeita a um potencial só por si nunca irá gerar e isso é a inteligência, pois é em torno da inteligência que o corpo se solidifica e não o contrário.

Continua a ser mais fácil fazer que um vegetal “manifeste” inteligência, do que um milhão de circuitos ligados entre si.

Renan Barreto disse...

Oi, olha, eu não acho que a inteligência artificial vá algum dia superar a humana, porque os robôs são pré-programados, nós não. Somos teimosos, bobos, mas criativos. Isso nos diferencia deles, as máquinas por mais evoluídas que elas cheguem, nunca elas estarão no mesmo patamar que o nosso. Não há motivo de temer as máquinas, só em Matrix mesmo. Algo que foi programado por nós, não pode ter sentimentos verdadeiros. Tá bom, se acreditarmos na existência de Deus, acontece o mesmo com o ser humano, já que ele foi criado por alguém e aí ele tbm seria uma espécie de máquina com sentimentos falsos imbutidos. MAs eu levo tudo como Descartes, "Penso logo existo" ou seja, isso só funciona para nós e nunca para uma máquina. Ela nao pensa nada a mais que não foi programada.

Enfim, vou exagerar demais no meu comentário. Valeu!

Diogo Rugeiro disse...

Peço desculpa, por ainda não ter lido o post... Mas só há um problema, logo de inicio... o futuro da evolução é a tecnologia! Viva (quer queiramos ou não) ao Homo evolutis...

lumenamena disse...

Azoth - Essa teoria básicamente explica como a complexidade e a diversidade da vida ocorreu no planeta, a partir de organismos mais simples. Cruzando áreas do conhecimento, o conceito de seleção natural infiltrou-se nas ciências sociais (onde é usado para explicar política e hábitos de consumo) e nos algoritmos computacionais (chamados algoritmos genéticos, pois podem adaptar-se às influências do sistema), só para dar alguns exemplos.
Darwin publicou há 150 anos atrás o livro “A origem das espécies”.
Por décadas, a visão predominante entre o público leigo e, também entre paleontólogos famosos como Stephen J. Gould (Universidade de Harvard) era de que a evolução humana tinha acabado. Segundo Gould, desde que o homem moderno (Homo sapiens) apareceu 50 mil anos atrás, a seleção natural é praticamente irrelevante. Isso porque não houve mais nenhuma mudança biológica relevante, e tudo o que chamamos de cultura e civilização foi construído com o mesmo corpo e o mesmo cérebro humano de 50 mil anos atrás! Até mesmo os fundadores da psicologia evolutiva, publicaram uma nota dizendo que “nossos crânios modernos contém uma mente (cérebro) da época da Idade da Pedra”. Pelo contrário, está em plena actividade.
O que não está claro é: quais são os actuais factores de pressão selectiva? É bem possível que estejamos moldando a espécie humana baseados em novos fatores culturais, como a capacidade de trabalhar no computador, por exemplo!
Com esse conhecimento, podemos ser capazes de, pela primeira vez na história, guiar a evolução da nossa própria espécie.

lumenamena disse...

Renam Barreto - Não está exagerando em nada no seu comentário! Estamos todos num debate saudável.
Como digo no artigo, o sentimento é uma questão mais virada para a filosofia. Aplicá-lo numa máquina é mesmo impossível.
O homem está a caminhar para mudanças da própria na espécie humana.

Volte sempre!
Abraços!

meus instantes e momentos disse...

ótimo post.
Maurizio

shintoni disse...

Visitei seu blog e gostei muito do que você escreveu. Já estou acompanhando!
Por isso, gostaria de convidar você a participar do blog “Duelos Literários”, no qual as pessoas criam textos sobre temas de sua escolha e os textos são postados no próprio blog.
Passe por lá e, se gostar da proposta, participe!
http://duelosliterarios.blogspot.com/
Um abraço e parabéns pelo seu blog!

Diogo Rugeiro disse...

O medo não é de que as maquinas nos superem... É de nós nos superarmos enquanto maquinas! Pedaços de nada, colados em dois mundos distintos... Enfim...