14.3.10

Final de Actividade

ENCERRAMENTO DO BLOGUE AMORALYA

Estimados leitores/as, venho participar o encerramento do blogue "amoralya.blogspot.com".
Na verdade o blog ficará aberto, para quem quiser recordar.
Foi, sem dúvida, um ponto de encontro de amizade, de confraternização, e de reflexão ímpar, entre todos amigos/as.

Para terminar agradeço a todos os seguidores, boas vindas, e participar a abertura do novo blog: http://lumynart.blogspot.com/
Um Bem Hajam,
Lumenamena

12.2.10

1.º Aniversário


AMORALYA

Queridos Amigos/as, é com imensa alegria que compartilho a data de hoje (12-02-2010), o 1.º aniversário do Blog Amoralya, e manifesto o meu agradecimento para com todos vós.
O Blog Amoralya tem 99 postagens, 289 comentários e 6 selos (é sempre bom ganhar, mostra que somos queridos), todos os artigos comentados por pessoas marcantes e especiais. E cada conquista, cada descoberta, cada momento, junto com vocês, Amigos/as.
Procuro dividir meus pensamentos, alegrias, desafios e tudo o que me contagia ainda mais, quando se fala de felicidade.
Neste novo ano que se inicia, e conto com o feedback de todos vós, para fazer um blog cada vez mais agradável e interessante tanto para vos oferecer, como para mim, deixando sempre respostas aos vossos comentários.
Mui Grata leitores Queridos/as, pela presença e carinho.

Um Outro Olhar Nasce no Universo

Tudo está sempre presente, e por mais que não entenda como determina a maneira como me sinto, o modo como percebo o mundo, a minha esperança…
Mergulho bem fundo no que existe de mais profundo dentro de mim, se quero realmente questionar o que acontece dentro de mim, se quero guiar a minha vida ao invés de ser guiada por ela, preciso estar atenta e, acima de tudo, consciente.
O movimento entre mim e o Universo, o interno e o externo, a consciência e o inconsciente estabelece o ritmo do meu existir. A mesma ânsia que me impulsiona a navegar as ondas na vida me fascina.
O que fica fora da luz da consciência, compõe a minha sombra. Quanto mais enaltecido o poder da consciência maior a sombra que me segue. Mais de mim por mim desconhecida. Preciso tomar para mim o que é meu com a certeza que ousando aceitá-la despir-me-ei forçosamente da perfeição idealizada.
Doravante um ser, nem bom nem mau, somente um ser em busca da maior realização possível de si mesma.
Neste ponto da jornada, volto o meu olhar curioso para o facto da Natureza insistir tanto e de tantas formas em movimentos de ir e vir, balançando sobre um mesmo ponto me conclama a ir mais fundo, a encontrar tesouros escondidos.
Isto fará muita diferença na minha maneira de espelhar o mundo.
Estendo o meu olhar…
Lumenamena

24.1.10

"Além"-Gênero


Transgênero

Vivemos numa época de mudanças de valores e conceitos, e é nesta época que eles desejam ser ouvidos, e nos mostram que realmente existem, sofrem, riem, ficam tristes, sentem, choram, divertem-se e, sobretudo, querem viver.
Existem muitos mitos em relação à transsexualidade e a ciência fornece bases, não só no tratamento hormonal, mas também na possibilidade de despatologização dessa condição.
Quem são estas pessoas?
São indivíduos que desafiam as regras da sociedade e vivem a sua sexualidade psicológica, a sexualidade que apresentam ser, oposta ao seu estado biológico.
Sentem dificuldade em explicar quem são, e muito mais complicado na sua essência, e dizer o que precisam para serem felizes, por mais simples que sejam.
Procuram incessantemente a sua identidade dentro de um grupo, ou mesmo em termos de sociedade. Em contrapartida, sentem que têm de se enquadrar nalgum padrão, para poderem compreender quem realmente são e abrirem novos horizontes e metas de vida.
Quase todos os adultos transgêneros relatam a sensação de estar no corpo errado, desde a infância. Quando crianças vestem-se secretamente com roupas do sexo oposto. No entanto, a idade em que um indivíduo transgênero reconhece plenamente a sua identidade de género, varia de meados da infância até à meia idade. Geralmente esse reconhecimento atrasado é atribuído ao medo da estigmatização e rejeição pela família, amigos e no emprego.
Existem controvérsias se o transgenerismo é determinado geneticamente, se é resultado da educação ou do meio ambiente em que a pessoa é criada.
Muitas teorias sugerem que a causa tem as suas raízes na biologia. Muitos, acreditam que as origens da transsexualidade são predominantemente psicológicas.
A resposta está no cérebro:



O hipotálamo supervisiona o tónus sexual, envia sinais ao sistema límbico (cérebro emocional), que vai coordenar o lado sexual e sentimental.
Os cientistas têm feito um longo caminho para descobrir a origem da homossexualidade.
As hormonas, testosterona, dos transgêneros são menos eficazes do que as dos heterossexuais.
Tudo indica que haja uma forte componente genética na homossexualidade. O facto desta ser genética, não quer dizer que seja uma doença.

A real essência da vida, é a chave para resolver dilemas.

Lumenamena

14.1.10

Auto-Conhecimento

Psicanálise e Seus Limites

Mora o fundo da alma de cada um de nós e o coração de todos nós, vivências impossíveis de serem resgatadas, lutas eternas entre o ser primitivo que somos e o ser em sociedade que aspiramos nos transformar. Mesmo a psicanálise não consegue atingir locais tão sombrios e profundos, somente podemos ter acesso a eles através de histórias, mitos que por terem sidos contados e recontados carregam um pouco de cada um, sem ser alguém em particular.
Hoje em dia, não basta querer que essas técnicas sejam usadas. É preciso adaptá-las, adequá-las aos dias modernos. Essa deve ser uma das principais funções dos psicólogos e psicanalistas estruturar uma nova forma de pensar, serem objectivos.
Uma sociedade é feita de pessoas. Mas, a sua essência, a sua cultura, depende directamente da forma como todo o processo é efectuado. É exactamente neste ponto que a psicanálise pode contribuir.
Se por um lado Freud disse que: “A Psicanálise é um método para tratamento de distúrbios neuróticos”, estava a dizer, na mesma definição que: “A Psicanálise é um procedimento para investigação de processos mentais”. Então, o seu uso vai depender da forma com que esses processos são analisados.
Freud dizia que a capacidade para pensar é uma actividade bastante complexa, que só pode se desenvolver no ser humano quando ele é capaz de se confrontar com obstáculos e dificuldades para, a partir daí, encontrar novas soluções e alternativas.
O sofrimento faz parte da vida. Nesse sentido, o que a psicanálise nos mostra é que só através das vivências se pode formar um aparelho mental mais fortalecido.
Cada qual pode encontrar diversos motivos para explicar porque procurou fazer uma análise mas, de um modo geral, quem procura um analista, possui algum sofrimento do qual não consegue se livrar. Outros procuram a análise porque desejam se conhecer melhor.
Sem perceber podemos estar a ser tolhidos em vários sectores da nossa vida adulta em virtude do aspecto emocional, na infância. No entanto, quando alguém procura ajuda, deve estar consciente do que está a fazer e levar o tratamento a sério para que haja resultados satisfatórios. A terapia muitas vezes é um processo lento e doloroso, é necessário um mergulho profundo no inconsciente.
O terapeuta é gente também. Sofre, chora, ama e sente e, às vezes, precisa falar. Possui o olhar atento, o ouvido aberto, escuta a tristeza dos outros, quando por vezes, a tristeza maior está dentro do seu peito.
Lumenamena

13.1.10

SELO COMPARTILHAR


Recebi do amigo Rener Brito, do Blog http://renerbrito.blogspot.com/, do qual estou muito grata pela lembrança.
Ofereço aos seguintes blogs:
Esse selo vem com algumas regras:
1 - Copiar o selo para o seu blog.
2 - Deixar um comentário no Blog do amigo que te indicou.
3 - Linkar o blog amigo que te indicou.
4 - Indicar para 05 Blogs que você acha que compartilhar tudo com todos.
5 - Deixar uma mensagem explicando o que é compartilhar.

Compartilhar, é um dom que define o ser humano em semear alegria, esperança, amor, paz e tudo junto prevalecer o crescimento da amizade.

7.1.10

A Ética


Sermos Uns Com os Outros

A relação com os outros, o estarmos no mundo com os outros, o sermos uns com os outros, tem alguma exigência moral ou ética?
A esta pergunta depende do modo como se perspectiva a outra pessoa e a relação com a outra pessoa.
É nas experiências do acolhimento e da carícia de uma mãe ou de um pai para com os seus filhos. É nas experiências do reconhecimento, sincero e feliz, do adulto para com a adolescência ou o jovem que se estão a tornar mulher e homem adultos, e exigir respeito. É nas experiências do amor que mutuamente uma mulher e um homem se dão, gratuitamente, sem promessa de recompensa ou favores. É nas experiências da amizade e do enamoramento que dois jovens compartilham desinteressadamente.
É nestas e em tantas outras experiências, genuinamente humanas, que encontramos a dimensão mais profunda da relação, uns com os outros.
Por detrás destes gestos está o reconhecimento, mesmo não sendo reflectivo, de que a outra pessoa tem valor, de que a outra pessoa tem uma dignidade própria, de que relativamente à outra pessoa, os homens e as mulheres são capazes afinal de assumir espontaneamente obrigações morais e de arcar com responsabilidade ética pelo bem e pela felicidade dos outros.
É a esta luz que precisamos de revêr as nossas concepções filosóficas social e política, e sobretudo, em matéria de cooperação e ajuda num tempo em que a concorrência está a deixar cada vez mais pobres os já muito pobres e a tornar cada vez mais ricos os já muito ricos, ou ainda, em que os países subdesenvolvidos estão a tornar-se cada vez mais endividados e dependentes.
Como é vista a ética actual a estes desafios? Que respostas está a dar a ética a estes problemas?
Somos, com certeza, individualmente responsáveis por muitas coisas, pelas funções e lugares que ocupamos, mas somos, em primeiro lugar, responsáveis por nós mesmos.
Os problemas ecológicos, bélicos e alimentares, para citar apenas três dos maiores problemas que a humanidade hoje se confronta, são desafios que temos todos capacidade de resposta moral.
Não podemos tranquilamente passar ao lado destes desafios, e deixar a solução nas mãos dos experts da política e da economia.
Lumenamena

2.1.10

Amar e Ser Amado


A Necessidade de Amar

Amamos por pura necessidade fisiológica e quando acontece um romance corresponde a uma componente irracional. Acontece simplesmente sem que possamos fazer nada. Quando nos apaixonamos, vivemos sob o efeito de drogas criadas pelo cérebro.
Não somos responsáveis pela nossa felicidade, e nem nós pela de ninguém, mas somos todos co-responsáveis por participar na construção da felicidade uns dos outros.
Certamente a escolha do nosso parceiro também se baseia nos componentes culturais e psicológicos, mas existe uma série de factores químicos envolvidos que muitas vezes passam despercebidos. A química envolvida é complexa, mas os componentes-chave nesse processo já foram esclarecidos pela ciência.

A molécula responsável chama-se dopamina, um neurotransmissor que actua como estimulante natural, muito potente e que é produzido em abundância no cérebro de pessoas apaixonadas. Com a paixão, também se produz a activação de outros neurotransmissores, como a noradrenalina, que aumenta a nossa atenção relativamente às coisas novas e faz com que nos concentremos na pessoa.
O nosso organismo recebe uma injecção potente de neurotransmissores e hormonas que fazem com que vivamos numa autêntica exaltação emocional. Essa exaltação química não é eterna, ou seja, implica a soma de vários curtos prazos, daí se dizer que a paixão dura entre 18 meses e três anos, mas o amor pode prolongar-se por toda a vida. O nosso cérebro recolhe informação sobre a outra pessoa para analisar e avaliar, e se considerar que se trata da pessoa apropriada, nasce o amor.


O efeito da necessidade de amar leva a que entendamos e consigamos o equilíbrio na vida. Basta não diminuir o nosso próprio valor comparando-nos com outras pessoas, porque somos todos diferentes, e cada um de nós é um ser especial.
O impulso do amor está profundamente enraizado no cérebro humano, por conseguinte, o amor é uma necessidade fisiológica, um instinto animal e, também, o resultado de um fluxo químico no cérebro.
Existe outro componente que é a emoção, na verdade é o diferencial da espécie humana em relação aos outros animais e por mais que tentamos, não conseguimos de forma alguma deixá-la de lado. Se isso acontecesse, deixaríamos a nossa condição humana e passaríamos a agir apenas por instinto.
Em contrapartida, a razão é mais responsável, a meu ver, pelas formas de amar, visto que, uma pessoa com firmes convicções, sejam elas de cariz religioso, cultural ou qualquer outro, não deixará a emoção sobrepôr-se à razão.
Talvez o ideal fosse um equilíbrio entre o racional e o emocional, com pequenas oscilações para cada um dos lados.

Lumenamena

30.12.09

Bom Ano Novo 2010


Quero agradecer e desejar a todos os amigos leitores/visitantes, pela confiança depositada no meu trabalho e leitura diária deste blog, aos amigos que me apoiaram e ajudaram no crescimento, aos amigos que me deram muita força neste ano de desafios e muitas vitórias.
Desejo a todos um ano de muitas realizações e bençãos.
Que 2010 seja de muita saúde e paz, para todos nós.
Lumenamena

23.12.09

Inquietações


O Filosofar dos Adolescentes

Na adolescência, o período atribulado em que a criança começa a ceder o seu lugar ao adulto em gestação e as crises de identidade e de identificação se agudizam, tem lugar a irreverência e importúnio até, caústico na maior parte dos casos.
Intelectualmente adulto, possui um pensamento-discurso capaz de acompanhar as argumentações dadas e de ponderar a sua razão, na posse das múltiplas informações na aprendizagem escolar, na comunicação social, no cinema, na rádio e na convivência com o que os outros lhe trazem, o jovem adulto, ávido de afirmação pessoal e de uma identidade própria. O perguntar e o responder não têm limites nem fronteiras.
Na direcção familiar, escolar, social e política ele oferece a crítica mais impiedosa, de ruptura, de utopia e de ingenuidade.
As perguntas saem-lhe como saem, contra tudo e contra todos, ainda que frequentemente não contra alguém em particular.
Naqueles em que a sensibilidade reflexiva é maior, as horas de solidão, às vezes impostas, às vezes procuradas, tais como:

Porque sou eu e não outro?
Porque é que tenho os pais que tenho?
Será que existe mesmo Deus?
E se Deus não existir?
Qual o sentido da existência?
Porquê a violência?
Porque é que não nos deixam fazer o que nos dá vontade?
Porque é que não se há-de experimentar tudo?

São estas as perguntas que constituem em longos períodos de inquietação.
Lumenamena

18.12.09

Acção Humana


A Liberdade Como Exigência Essencial

Sem a ideia de liberdade, sem a convicção de que somos livres, não fazem sentido as ideias de responsabilidade pessoal, de mérito, de culpa, de remorso, de punição. Se somos aquilo que a hereditariedade e educação fizeram de nós, não agimos mas somos dirigidos por mecanismos que nos dominam. Todas as acções humanas serão simplesmente algo que nos acontece, e só aparentemente seremos nós próprios.
A convicção de que somos livres baseia-se de que as nossas decisões não são pura e simplesmente controladas pela genética, pelas nossas experiências passadas, pela socialização e pela educação.
Somos seres naturais mas é difícil admitir que façamos simplesmente parte da natureza e sejamos totalmente programados pela nossa constituição natural; somos seres sociais mas é improvável que nada mais sejamos do que o resultado da educação que recebemos, das boas ou más companhias que tivemos, etc.
Por grande que seja a nossa programação biológica ou cultural, nós, seres humanos, podemos acabar por algo que não está no programa. Podemos dizer "sim" ou "não", quero ou não quero. Por muito apertados que nos vejamos pelas circunstâncias, nunca temos ou só caminho a seguir, mas sempre vários.
Lumenamena

14.12.09

Jesus Cristo


O Amor Eterno

Se reflectirmos sobre a mensagem de Cristo, podemos chegar a diversas conclusões, essencialmente a mensagem de Jesus é catalisadora, a forma como é alcançada é fundamental para que possamos analisar interiormente as nossas potencialidades. A mensagem de Cristo é eterna, basicamente devido à sua simplicidade, simplicidade essa, que faz com que seja difícil a compreensão da sua mensagem. Mas afinal, qual a mensagem de Cristo? O amor, da sua maneira mais simples, da sua forma mais pura, essa mensagem nos fala de um amor Universal, um amor fraternal, sem limites, isto faz com que a sua mensagem, ainda seja de difícil compreensão pela humanidade.
Que amor é esse?
De onde vem o amor?
O amor é a força motriz do Universo, o amor equilibra e alinha o cosmos, o amor é responsável pela vida em todos os aspectos, o amor é a realidade do Ser, é a integralidade do espírito. Simplesmente existimos pelo amor e para o amor, tudo que venha a ser diferente disso, não passa de uma ilusão. O amor como força Universal inesgotável renova-se a cada momento, ele não permanece imóvel, ele se alimenta, se desenvolve, se evolui. Após o contacto com o amor a modificação do Ser é total, ele integra-se novamente no cosmos, sente-se parte do todo. O amor emancipa a alma para a sua totalidade, ele faz de nós os seres que somos, ele abre-nos a verdadeira visão.
O amor pregado por Cristo é o amor Universal, onde amar os inimigos é tão importante quanto amar a si mesmo, onde o próximo não é apenas o próximo, mas sim um todo na essência divina. Somos todos parte do mesmo ser, todos uma célula de um grande organismo, é como o sangue, essencial para que todas as células possam ter a adequada nutrição, assim como o sangue é o alimento da célula, o amor é o alimento da alma.
Lumenamena

10.12.09

O Sentido da Vida


Existência

“É chegada a hora de nos separarmos: eu para morrer, e vós para viver. A minha sorte ou a vossa, qual será a melhor?” Ninguém, a não ser a divindade, saberá responder”.

Estas terão sido as palavras de Sócrates no fim do julgamento a que foi submetido, em Atenas. Todos sabem que Sócrates foi um mártir da filosofia. Foi condenado à morte pelo facto de ter disposto a sua vida com o impulso de despertar os homens da sua terra, obrigando-os a afastarem-se das preocupações corriqueiras, forçando-os a reflectirem-se sobre os problemas mais profundos, relativos ao sentido da vida e à noção de bem.
O problema do sentido da vida é aquele que se põe com a maior naturalidade. Se nos ouvirmos a nós mesmos, se auscultarmos as nossas próprias inquietações, na sua maior profundidade, veremos que o que se passa é que colocamos espontaneamente a questão da significação da existência. De onde vimos? Quem somos? Para onde vamos? E estas questões põem-se naturalmente. Basta que possamos desligar-nos por instantes das preocupações que nos aprisionam à vida prática. O problema que se põe é: conhecer o significado deste facto de nascer, viver e morrer. É sempre assim: nascer, viver e morrer, isto parece-me normal. Mas o nosso pensamento podia exigir que fosse diferente. Mas pensemos bem: podemos imaginar que o homem nascesse velho e morresse criança. Qual a necessidade de nascer criança? Mas o facto é que a realidade é assim. Verifico então um facto da maior importância: a irreversibilidade da vida. Ela parece ter uma direcção. Não podemos mudar esta direcção. E o que tem direcção tem um sentido. E é este sentido, que procuro conhecer. E é pelo facto de existir este sentido, que não posso deixar de colocar o significado da vida. Porque o que encontramos, no mundo dos seres vivos, não é um simples flutuar. Encontramos uma direcção, encontramos uma irreversibilidade, e isto é um desafio à nossa inteligência.
Lumenamena

6.12.09

Bater no Fundo


Sentir Melancolia

O ser humano tem de conviver com a melancolia e a dor, por vezes, sentimentos inevitáveis e necessários. A tristeza é uma boa forma de adaptação, pois contribui para que uma pessoa se cuide contra qualquer perigo grave ou repentino.
Sentir-se triste ou melancólico não é sinal de uma doença mental nem equivale a sofrer de depressão. É apenas quando os sentimentos se prolongam ou se acentuam, que podem começar a ser considerados patológicos.

A melancolia é representada por um rosto apoiado nas mãos, a cabeça pesa, cheia como está de mórbidas fantasias. Os músculos da nuca, que deveriam manter erguida a cabeça, estão sempre tensos, é uma tensão arcaica, a mesma que faz um herbívoro erguer a cabeça, alarmado, quando fareja um carnívoro.

A expressão da face é, naturalmente sombria. Não é exactamente uma face escura, mas escurecida. Uma das características dos melancólicos, é combater a secura. Produzida pela combustão negra no organismo, resultante de um calor anormal, no corpo, o calor da raiva, por exemplo, uma paixão que consome o espírito e acaba por esfriar e secar o corpo. Metaforicamente falando, melancolia é isso, frieza e secura, enquanto a alegria é húmida e quente.

O sanguíneo é forte, musculoso, gosta de companhia, de comida, de bebida. O melancólico é magro, pálido, taciturno, lento, silencioso, desconfiado, invejoso, ciumento, solitário, aliás, a solidão é causa e consequência da melancolia, assim como a inactividade. A melancolia adusta, contudo, pode ter uma fase quente, furiosa, alternada com outra mais típica, que é fria e contida, que se enquadra no conceito de doença bipolar. Alimentos frios e secos dão melancolia, alimentos quentes e húmidos combatem-na.

Melancolia é um distúrbio dos humores, a alma se desliza do corpo. É uma admirável condição da mente.
Lumenamena

4.12.09

Quadra Natalícia


O Consumismo Destrói o Sagrado

A estação do Natal comercializado chegou. Para quase toda a gente, fora os miseráveis, o que faz muitas excepções, é uma paragem quente e clara no inverno cinzento. Para a maioria dos celebrantes de hoje, a grande festa cristã fica limitada a dois grandes ritos: comprar, de maneira mais ou menos compulsiva, objectos úteis ou não, e empanturrar-se a si e às pessoas da sua intimidade, numa mistura indestrinçável de sentimentos em que entram igualmente a vontade de dar prazer, a ostentação e a necessidade de se divertir.
Trata-se de um nascimento, de um nascimento como todos deveriam ser, o de uma criança esperada com amor e respeito, trazendo em si as esperanças do mundo. Trata-se dos pobres, Maria e José procurando tímidamente em Belém uma hospedaria para as suas posses, sempre desprezados em favor de clientes mais ricos e reluzentes e por fim insultados por um patrão que “detesta a pobralhada”.
É a festa dos homens de boa vontade. É a festa da comunidade humana, porque é, ou será dentro de dias, a dos três Reis, cuja lenda quis que um fosse negro, alegoria viva de todas as raças da Terra, levando ao menino a variedade dos seus dons. É a festa da alegria, mas também da dôr, pois que a cada criança hoje adorada será amanhã o Homem das Dores. É enfim, a festa da própria Terra, que nos ícones da Europa de Leste vemos tantas vezes prosternada à entrada da gruta onde o Menino nasceu, a mesma Terra que na sua marcha atravessa neste momento o ponto do solstício de Inverno e nos arrasta a todos para a Primavera. Por esta razão, antes que a Igreja tivesse fixado o nascimento de Cristo nesta data, ela já era, nos tempos antigos, a festa do Sol.
Parece que não é mau lembrar estas coisas, que toda a gente sabe, e que tantos esquecem.

Lumenamena

2.12.09

Meditação Transcendental - 3.ª parte


A Ciência do Ser e a Arte de Viver

(Continuação...)
Imagine que tem na sua mão um bloco cilíndrico. Vendo-o de lado, ele aparecerá como um quadrado; vendo-o do topo, ele aparecerá como um cilindro. Nós somos capazes de integrar estas perspectivas parciais ao objecto, a duas dimensões, num conceito mais compreensivo a três dimensões de um cilindro e não encontramos qualquer conflito entre as suas vistas. Mas se nós não tivéssemos esta estrutura perspectiva mais ampla, e tivéssemos de relacionar tudo num sistema de referência a duas dimensões, teríamos de defrontar-nos com um objecto que se apresentaria por vezes como um quadrado e outras vezes como um círculo. Nesta situação, a única forma de resolver o aparente paradoxo seria a de tentar explicar em termos do outro e, e se isto falhasse, declarar que um ou outro devia ser uma ilusão. Este é o tipo de situação com que a pessoa no estado de vigília se defronta, no que respeita ao absoluto e ao relativo. Não é que o relativo seja uma ilusão, nem que o absoluto seja irreal, ambas são reais, e a única maneira de resolver verdadeiramente o paradoxo é expandir a consciência a tal ponto, que possamos abranger ambos os aspectos simultaneamente. As diferenças são apreciadas no pleno valor da harmonia infinita. É um estado de paz e de realização.
À medida que a pessoa continua do quinto ao sétimo estado, defronta-se com experiências que, de acordo com todas as descrições, são absolutamente notáveis. O mesmo princípio aplica-se a cada etapa de desenvolvimento. Do quarto ao quinto estado de consciência a fôrmula é: “medite e tenha actividade”, regularmente e sem esforço, e continue com o resto da sua vida como habitualmente.
Removendo o mistério do misticismo – O misticismo tem muito pouco a ver com o mistério e vêm ambos da mesma raiz grega muo, que significa fechar os olhos e os lábios e tornar-se silencioso, mas enquanto um “mistério” é uma falta de conhecimento que resulta geralmente do silêncio dos outros, o “misticismo” é uma plenitude de conhecimento causada pelo retirar-se pessoalmente do mundo para um estado de silêncio interior.
Há uma opinião entre alguns psicólogos, de que é possível induzir estados superiores de consciência ao mudar directamente a química do cérebro. Considerando um exemplo específico, o LSD tende a concentrar-se no sistema visual do cérebro. Quando é muito forte, a pessoa pode muito bem ter experiências com descrições semelhantes do sexto estado de consciência, podia-se fácilmente supôr que os dois eram idênticos. Mas, quando ambos os estados são experimentados, torna-se imediatamente claro como eles são tão diferentes.
O que faz a meditação ao cérebro?
Dentro do nosso cérebro temos certas células específicamente elaboradas para criar e estimular o impulso beatífico e místico. Porém, elas só são activadas quando o homem já desenvolveu certas prerrogativas, tais como a pureza de vida e de elevação do pensamento. Também, quando já se nasce com certa evolução, elas podem manifestar-se espontâneamente, e eis a razão porque ocorrem estados místicos inconscientes.
Esta actividade mística do cérebro, que se pode traduzir por uma “doçura”, é estimulada através da Meditação. O espaço que deve haver entre as práticas de Meditação não deve ser muito longo, porque a capacidade cerebral de mantêr em actividade as células que estão impregnadas de “beatitude”, se não houver continuidade, esgota-se. A Meditação é o meio de as mantêr activas e de as recarregar novamente de energias, para ajudar os neurónios a multiplicarem-se e a produzirem novo afluxo de “doçura”. Ou seja, o prazer que sentimos no organismo (alegria interior) é provocado pela capacidade do cérebro transformar certas substâncias químicas, tais como os “açúcares”. Quanto mais “açúcar” (transformação química das células), mais tempo conservamos o bem-estar e a felicidade. Estes “açúcares” nada têm a ver com o açúcar que se ingere normalmente na alimentação, que o nosso organismo tem a capacidade e função de transformar. Este “açúcar”, ou o elemento químico doce, que provoca a “doçura” ou felicidade, é “fabricado” na Meditação.
Este açúcar é uma substância, Melatonina, derivado de um aminoácido fabricado pela glândula pineal. A Meditação impulsiona qualitativamente a glândula pineal, que por sua vez, afecta mais áreas do cérebro, entre as quais as que contêm os neurónios que se recordam de entidades superiores, e que na maior parte dos seres está passiva. Aguardemos que a Ciência venha a descobrir.
Fim
Lumenamena

30.11.09

Meditação Transcendental - 2.ª parte


A Ciência do Ser e a Arte de Viver

(Continuação…)
O estado de consciência transcendental é completamente distinto dos três estados de consciência encontrados, vigília, sonho e sono profundo. Pode-se distribuir estes três estados principais de consciência, apenas por dois parâmetros: (1) se o indivíduo está ou não acordado; e (2) se o indivíduo está ou não consciente de alguma coisa.
Há vários estados “superiores” de consciência que se desenvolvem como resultado do contacto regular com a consciência transcendental. Usarei a palavra “superior” para me referir a estados de consciência em que as percepções normais dos estados de consciência vigília, sonho e sono profundo, foram acrescentadas de uma forma ou de outra. Aos estados não modificados de vigília, sonho e sono profundo, chamarei estados “normais” de consciência. A consciência transcendental, sendo um estado de consciência pura, não é, portanto, nem um estado de consciência normal, nem um estado de consciência superior. Está numa categoria única, apenas sua.
A coisa mais importante a notar no quinto estado de consciência, é que a consciência pura é agora mantida não apenas nos estados mais profundos, mas vinte e quatro horas por dia, até no sono mais profundo. O pensar abrange agora todos os extractos da actividade mental e, por causa disso, Maharishi chama-o consciência cósmica. É aquele em que o estado transcendental é permanentemente mantido junto com a vigília, o sonho e o sono profundo.
Para cada estado de consciência há um estado correspondente de actividade física no corpo, e que é apenas ao produzir-se uma mudança profunda e duradoira na consciência. Uma das premissas é de que estamos apenas conscientes dos níveis superficiais da actividade mental. O que nos impede de estar conscientes dos níveis mais subtis do pensamento e do próprio campo da consciência pura, é a existência de stress no sistema nervoso. O quinto estado de consciência é apenas alcançado quando todo o stress acumulado foi dissolvido. Para isso, todo o organismo, deve ser “exercitado”, de modo que se possa ajustar ao seu estilo de funcionamento. A actividade permite ao corpo recuperar-se do enfraquecimento provocado pelo stress e voltar ao normal. Maharishi compara isto à diferença entre desenhar um traço numa pedra e desenhar um traço na água. O traço desenhado na pedra deixa um risco permanente à superfície que apenas com dificuldade é removido; o traço desenhado na água é o mesmo traço, mas não deixa nenhum vestígio permanente. Na consciência cósmica, uma experiência é como um traço na água; a experiência é percebida, mas o sistema nervoso já não fica “riscado” por ela. É um estado de completa serenidade em face a toda a adversidade, onde nada pode obscurecer a experiência de percepção pura. Um exemplo da consciência cósmica:
“A habilidade de estar no meio de Manhattan e mantêr ainda a experiência do Eu”.
O importante é que, seja o que fôr que estejamos a fazer, devemos estar completamente envolvidos nessa experiência cósmica, e não tentando mantêr um sentimento de separação. Só desta forma começaremos a infundir os efeitos da meditação na nossa vida do dia-a-dia. É por esta razão, que este estado é muitas vezes conhecido como um estado de permanente Auto-realização (literalmente a compreensão do Eu).
No sexto estado de consciência, a percepção dos objectos é refinada até ao ponto em que estamos conscientes dos níveis mais finos da existência, como um microscópio, é um nível de luz pura, um estado de consciência cósmica glorificada.
Santo Agostinho observou que:
“Não era a luz habitual que toda a matéria pode ver, nem era mais intensa, ainda que da mesma espécie, como a luz do dia fosse crescer em brilho cada vez maior e inundasse todo o espaço. Não era como isto, mas diferente; totalmente diferente de todas estas coisas.”
No sétimo estado de consciência, chama-se o estado de “consciência de unidade”, ou a maior parte das vezes “Unidade”. As janelas da percepção tornam-se refinadas, e tudo tanto dentro como fora, é agora apreciado em termos do Eu puro.

O Mestre Eckhart estava nítidamente a descrever este estado quando escreveu:
“Tudo o que o homem tem aqui extremamente, em multiplicidade, é intrínsecamente Um. Aqui, todos os pedaços de erva, madeira e pedra, tudo é Um. Esta é a mais profunda das profundidades, e por isso estou completamente fascinado.”
(Continua…)
lumenamena

28.11.09

Meditação Transcendental – 1.ª parte


A Ciência do Ser e a Arte de Viver

Para os ocidentais, meditar significa reflectir, a respeito de alguma coisa. No Oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo.
Maharishi Mahesh Yogi, um mestre indiano, diz que a meditação pode ser fácil, não exige esforço nem controlo, qualquer pessoa pode meditar, fosse qual fosse o seu temperamento ou estilo de vida. Lançou o programa MT-Sidhi, que visa o aprofundamento dos estados superiores de consciência produzidos pela Meditação Transcendental. Baseia-se num conjunto de técnicas descritas nos Yoga Sutra de Patanjali, e cuja prática supostamente produz poderes psíquicos como clarividência, visões do microcosmo e do macrocosmo, viagens interiores a mundos sobrenaturais e vôo ióguico. Maharishi defende que a prática do vôo ióguico produz níveis de coerência cerebral de tal magnitude que se fôr efectuada em grupo cria um efeito benéfico de apaziguamento e de redução dos níveis de violência no meio circundante - o chamado Efeito Maharishi.
Falarei nesta 1.ª parte sobre a técnica de Meditação Transcendental (ou técnica de MT). Experimentam-se níveis de pensamento cada vez mais calmos, até que chega a um estado de completa quietude mental. À medida que a mente se acalma, o corpo faz o mesmo, tornando-se mais descontraído que durante o sono. Contudo, a pessoa não vai dormir, permanece plenamente consciente e está normalmente atenta a tudo o que acontece à sua volta. Não é um estado de inconsciência ou transe hipnótico, é simplesmente um estado de quietude mental e física, acompanhado de total alerta interior. Esta técnica leva apenas cerca de 20 minutos, duas vezes ao dia, uma vez de manhã e outra ao cair da noite. Uma pessoa apenas se senta confortávelmente, fecha os olhos, e começa a prática mental. Outra questão é como relaxar. Nem sempre é tão simples como se julga. É muito fácil elevar a pressão sanguínea. Basta pensar numa experiência assustadora e isso acontecerá imediatamente. Mas não pode baixá-la tão rápidamente por apenas pensar numa experiência calmante. É aqui que a técnica de MT é tão benéfica. Em primeiro lugar, todo o processo ocorre de um modo completamente automático. E, em segundo lugar, a prática é integrada numa rotina normal diária, à qual, vai neutralizar o “stress” e tensões à medida que surgem.
Um pensamento, começa a partir do mais profundo nível da consciência e eleva-se através da total profundidade da mente, até que finalmente aparece como um pensamento consciente à superfície. Ele ilustra isto com uma analogia de uma bolha de ar a elevar-se num pequeno lago. Se o lago está escuro, então tudo o que vemos é a bolha de ar a rebentar à superfície. Nós não a vemos a iniciar-se a partir do fundo do lago e a viajar para cima, ao encontro da superfície. Analogamente, devido às nossas mentes estarem entorpecidas, o nascimento ou desenvolvimento de um pensamento na mente está escondido na nossa “vista”. Deste modo, verifica-se que cada pensamento estimula toda a extensão da profundidade da consciência. Esta imagem de um pensamento a nascer na mente, é evidentemente, apenas um modelo e não deve ser tomada demasiado à letra. Ela é, apesar de tudo, um modelo instrutivo e útil.
Os sons que são usados na técnica de MT são chamados mantras e são tirados da antiga tradição védica, da Índia, que sempre reconheceu a relação íntima entre som e forma. Os efeitos a longo prazo destes sons são tão importantes como os seus efeitos dentro da meditação. Deve ser um pensamento sem significado para não prender a atenção aos níveis superficiais do acto de pensar. Devem ser mantidos em silêncio.
É importante saber que nem o corpo, nem o cérebro estão privados de oxigénio durante a técnica de MT. O oxigénio disponível no sangue permanece no seu nível normal, simplesmente as necessidades do corpo são reduzidas. As pessoas que praticam a técnica de MT têm dito muitas vezes que durante os estados de meditação mais profundos a sua respiração desaparece por completo. Com a redução na respiração, há uma diminuição do ritmo cardíaco de cerca de 5 batidas por minuto (dez batidas por minuto durante a consciência transcendental). A inteligência com a técnica da MT, resulta num aumento tanto da velocidade como da capacidade do processamento de informação no cérebro, mudanças que podemos supôr conduzirem a um aumento de inteligência. Na criatividade, a meditação leva a atenção a níveis mais profundos da mente do que os normalmente atingidos durante o sonho. Ao acabar uma sessão de MT, a pessoa muitas vezes descobre a solução para um problema que tem estado na sua mente há muito tempo.
Esta 1.ª parte é resumida com a frase, “Regue a raiz para apreciar o fruto”. Mas reparem: “… para apreciar o fruto”. Não apenas “… e aprecie o fruto”, o que tornaria a apreciação em algo de efeito secundário.
Lumenamena
(Continua…)

24.11.09

Meditação Observadora


O Silêncio da Mente

Um dia limpei da minha mente todos os pensamentos. Abandonei todo o desejo. Expulsei todas as palavras com que pensava, e repousei na tranquilidade. Senti-me um pouco estranha, como se tivesse sido transportada para dentro de qualquer coisa, ou como se estivesse prestes a tocar algum poder desconhecido para mim… e entrei. Perdi as amarras do meu corpo físico. Estava dentro da minha pele, claro, mas sentia-me como se estivesse no centro do cosmos. Falei, mas as minhas palavras tinham perdido o seu significado. Vi pessoas a caminharem em direcção a mim, mas todas eram a mesma pessoa. Todas eram eu própria!

Num lugar sossegado onde ninguém o perturbe, observe simplesmente os seus sentimentos, impulsos, sensações e pensamentos. Não se preocupe com o facto de os seus pensamentos virem e irem. O seu compromisso é observá-los simplesmente. Se as emoções surgirem, deixe que passem ou flutuem. Também elas se movem com a corrente da sua consciência. Caso se intrometam sons, considere-os como pássaros que voam pelo céu do seu ser mais amplo. Se uma sensação o incomodar, tente deixar que essa sensação termine. Observe os seus sentimentos ou pensamentos, até que sinta um equilíbrio e uma clareza crescentes.
É uma técnica mental que permite qualquer ser humano mergulhar dentro de si mesmo e, experimentar níveis mais subtis da mente, transcender e experimentar o oceano da consciência pura do seu interior, ou seja, a fonte do pensamento. E com a prática regular, esse oceano de consciência pura é avivado.
A frequência da meditação é uma vez pela manhã e outra, à noite. Percebe-se muito mais alegria nas acções diárias, aumenta tanto que fica até difícil descrever em palavras. Através da prática aumentamos a capacidade da nossa consciência, e consequentemente a compreensão aumenta, elimina o stress, melhora a criatividade, a habilidade de resolver problemas e a intuição melhoram. Um dos efeitos da meditação é aquietar a mente, ou pacificar os turbilhões da mente. A meditação cria uma harmonização com os ritmos profundos do Universo, começando pelo interior, ligando as batidas do coração à respiração.
Mantras, são sons usados na técnica da meditação. A primeira condição é que ele deve ser um pensamento sem significado. Este pensamento podia ser obtido a partir de qualquer um dos sentidos. Podia, por exemplo, ser uma imagem visual sem significado. Mas, geralmente, considera-se que o sentido da audição é o mais adequado. São mantidos em silêncio, porque está a ser experimentado em níveis mais tranquilos.

Amar aviva-se a unidade. Acreditem que ao avivá-la tornamos a vida bem melhor. Talvez a iluminação esteja distante, mas quando se caminha em direcção à luz, a cada passo tudo se torna mais claro. Avivar a unidade no mundo trará paz à terra.
Lumenamena

21.11.09

SELO HiStO é HiStÓrIa




Carlos Bayma, http://koyaanisqatsi-cb.blogspot.com/, grata pela lembrança.

Selo HiStO é HiStÓrIa é para aqueles blogs que fazem história de verdade ... é um selo oferecido aquelas pessoas que fazem com amor e carinho aquilo que gostam e que tem uma paixão em conhecer o seu mundo, o mundo do outro, o mundo de hoje e o mundo de ontem.
As regras são:
Deve indicar 5 (cinco) blogs;
Sempre postar o link da origem do selo
http://www.dougnahistoria.blogspot.com/;
Sempre postar o link do blog que te ofereceu o selo;
Continuar sempre fazendo história;

Os escolhidos são:
http://giovannigranada.blogspot.com/
http://osho-br.blogspot.com/
http://edsoncarmo-amor.blogspot.com/

17.11.09

SELO/HOMENAGEM


Recebi esta homenagem do querido amigo Edson Carmo do blog: http://edsoncarmo-amor.blogspot.com/

Funciona assim: Escolho dez amigos para declarar a minha amizade e os nomeio num post.
Em seguida visito os seus blogs e comunico a nomeação.
Cada um deverá nomear mais dez, e assim sucessivamente.
Não há prêmios, apenas a nossa declaração sincera de afecto.
Quer prêmio melhor que esse?
Os meus indicados são: